Mais da metade das moradias irregulares brasileiras estão em áreas planas
Mais da metade das moradias irregulares brasileiras estão em áreas planas
Por: Redação / Web Amazônia
06/11/2013 às 09h41Atualizada em 06/11/2013 às 09h41
Para o coordenador de Geografia da Diretoria de Geociências do IBGE, Claudio Stenner, o ineditismo da pesquisa é trazer detalhes da geografia dessas áreas para compreender como elas se diferenciam e assim orientar políticas públicas. “Diferenciar essas áreas é tão importante quanto conhecer as diferenças socioeconômicas. Uma área com acessibilidade por rua não precisa de interferência tão forte do Poder Público nesse sentido, já com becos e encosta, há a necessidade de intervenção seja por meio da construção de vias, teleféricos, por exemplo.”
Dos 47,5% de domicílios em aglomerados irregulares (invasões e favelas) em áreas de subida moderada ou acentuada, a maior concentração foi registrada no Centro-Oeste (47%), enquanto as regiões Nordeste e Sudeste se destacaram com as maiores proporções de domicílios em áreas predominantemente de subida acentuada (25% cada).
Os dados mostram que as regiões Centro-Oeste, Norte, e Sul apresentam processo de ocupação similares, em áreas mais planas, com predomínio de acessibilidade por ruas e verticalização mais baixa, construções de um pavimento, quadras com lotes regulares e vias de circulação que permitiam a passagem de caminhões e carros.
Nas regiões Sudeste e Nordeste – que juntas concentram quase 80% dos domicílios em invasões e favelas do país (49,8% e 28,7% respectivamente) – a maioria desses aglomerados fica em áreas de morros, com destaque para a região metropolitana de São Paulo, seguida das regiões metropolitanas de Salvador e do Rio de Janeiro. Em Salvador, há maior concentração de domicílios irregulares acessíveis predominantemente por escadarias (50.509) e por rampas (9.339). As regiões metropolitanas de São Paulo e do Rio de Janeiro concentravam metade dos domicílios com acesso predominante por becos e travessas (660.667 no total).
Na Região Norte, predominaram como via de acesso interna de aglomerados desse tipo as passarelas e pinguelas (pontes de madeira, pequenas e estreitas), com destaque para a região metropolitana de Macapá, onde estavam 62% de todos os domicílios da região acessíveis por esse tipo de via.(ABr)
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