Por: Redação / Web Amazônia
06/11/2013 às 21h08 Atualizada em 06/11/2013 às 21h11
Após três dias de julgamento popular, o juiz Edmar Pereira, presidente do 1º Tribunal do Júri de Belém, anunciou a sentença de Arteha Corrêa de Sales, de 22 anos, acusada planejar a morte da própria mãe, a servidora pública Maria Odiléia Corrêa, 52, em julho do ano passado. A jovem foi condenada a 30 anos de reclusão para cumprir em regime inicialmente fechado, em penitenciária feminina da Região Metropolitana de Belém.
O namorado dela, Raphael de Souza Sales, acusado de ser cúmplice no crime, também cumprirá 30 anos. Já em relação ao acusado Rosivaldo Gemaque Lima, que segundo as investigações foi o executor do crime, cumprirá pena de 28 anos de reclusão em regime fechado. Já o estudante Carlos Alessandro, foi absolvido.
Por maioria dos votos os jurados votaram também pela condenação dos réus pelo crime de corrupção de menores, pelo envolvimento da adolescente de 16 anos, que cumpre medida de internação por participação no crime.
Marilda Cantal declarou na tribuna que recorrerá da sentença condenatória. Já o advogado Carlos Felipe Guimarães, da defesa da ré, disse que conversará primeiro com a sentenciada para depois então ver se vai ou não recorrer da sentença.
Entenda o caso - Em 28 de julho de 2012, a servidora pública Maria Odiléia Corrêa, de 52 anos, foi morta após ter a casa roubada. A única filha da vítima, a jovem Aretha Caroline Correa de Sales e o namorado Raphael de Souza contrataram terceiros para eliminar a mãe, motivados por interesses financeiros e patrimoniais. Além disso, eles ofereceram aos executores o que encontrassem na casa, como dinheiro e jóias, além do pagamento de R$ 3 mil reais.
O júri dos acusados de homicídio qualificado com corrupção de menores pelo envolvimento de uma adolescente que frequentava a casa de Aretha, começou na segunda-feira (4), num dos plenários de júri do Fórum Criminal de Belém. Rosilvado Gemaque Lima e Carlos Alessandro também foram julgados.