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Governo corta ponto de grevistas e contrata professores a partir de segunda-feira

Governo corta ponto de grevistas e contrata professores a partir de segunda-feira

Redação / Web Amazônia
Por: Redação / Web Amazônia
11/11/2013 às 08h21 Atualizada em 11/11/2013 às 08h21

A greve prejudicou estudantes que se preparavam para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), e também para os demais processos seletivos destinados ao ingresso no Ensino Superior. “Mesmo diante da reposição dos dias letivos perdidos, a paralisação das aulas acarreta imenso prejuízo à formação educacional dos alunos, descrédito e insatisfação na comunidade quanto ao serviço público oferecido, e transtornos relativos à rotina das famílias dos alunos”, enfatiza o secretário especial de Promoção Social, Alex Fiúza de Mello.

O procurador Geral de Justiça, Marcos Antônio Ferreira das Neves, ressalta que a medida visa o benefício da sociedade. “A medida adotada por esta instituição não cerceia o direito de greve dos professores, mas está voltada à proteção dos direitos da sociedade à educação, e busca resguardar os diretos de crianças, jovens e adultos de frequentar a escola pública e concluir regularmente o ano letivo”, afirmou o procurador, em nota veiculada pela imprensa no dia 1º de novembro.
Avanços – Da pauta inicial de reivindicações apresentada pelos professores, o governo do Estado chegou a atender 90% do que foi solicitado, garantindo até mesmo o pagamento da folha salarial de outubro sem qualquer tipo de desconto em decorrência da greve.

Durante as negociações – e com o acréscimo de itens à pauta original –, o governo assegurou avanços, como a unificação do Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) do magistério para todos os especialistas da Educação.

Também foram apresentadas as minutas de dois projetos de lei, um que regulamenta a jornada de trabalho e as aulas suplementares, sem qualquer tipo de perda salarial aos docentes, e outro que vai regulamentar o funcionamento do Sistema de Organização Modular de Ensino (Some). O governo também se comprometeu a efetuar o acréscimo de 25% de hora-atividade já no início do próximo ano letivo, e progredir este percentual para 1/3.
Na última sexta-feira, na reunião de conciliação realizada no TJE, os representantes do governo voltaram a comprovar aos diretores do Sintepp – entidade que lidera a greve -, que não haverá nenhum tipo de perda salarial à categoria com a implantação da lotação por jornada, com hora-atividade. A não redução salarial era um dos principais pontos da pauta apresentada pela categoria ao governo.
Atualmente, o Pará já ultrapassou o limite dos gastos, imposto pela Lei de Responsabilidade Fiscal, para pagamento de pessoal, chegando a 46,65%, enquanto o previsto é 46,17%.

Segundo a secretária de Estado de Administração, Alice Viana, que participou de todas as rodadas de negociação com a categoria, o governo já mostrou que tem toda a vontade política para resolver a questão pelo diálogo, e assim encerrar a greve. “As propostas que apresentamos estão dentro da realidade”, ressalta Alice Viana.

Ela também argumenta que as propostas do governo jamais serão pautadas pela demagogia, e sim pela responsabilidade com a gestão pública. “O retroativo é devido e reconhecido, mas este governo tem como compromisso ser, acima de tudo, responsável com a sociedade paraense. Não podemos descumprir uma lei. Se isso acontecesse, o Pará sofreria sanções, prejudicando novamente a própria sociedade. Por isso, não temos condições de dar, hoje, prazos fechados de pagamento do retroativo, e lá na frente não termos condições de cumprir. Não temos compromisso com a irresponsabilidade”, reitera a secretária. (Com a colaboração da Ascom/Sead). (Ag. Pará)
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