03/01/2014 às 08h56Atualizada em 03/01/2014 às 08h56
Morte - O deputado morreu ontem, por volta das 11h, no Rio de Janeiro, aos 74 anos de idade - completados no dia 29. O parlamentar passava férias na capital carioca e faleceu no hospital Copa D’Or, em Copacabana, após sofrer um infarto. O corpo de Guerreiro deve seguir viagem por volta das 9h de hoje rumo a Belém, onde será velado no hall de entrada Assembleia Legislativa. A expectativa é de que o enterro aconteça em um cemitério localizado em Ananindeua no dia seguinte, em horário ainda não definido.
De acordo com amigos e familiares, Gabriel Guerreiro estava acompanhado somente da esposa, Isaura, passava bem e não deu qualquer sinal de mal estar até ontem. Ao se sentir mal, foi levado para o hospital e chegou lúcido, mas acabou falecendo pouco tempo depois. O presidente da AL, deputado Márcio Miranda (DEM), entende a perda como “inestimável”. “Era o decano da casa, um homem de muita sabedoria, com quase 40 anos de vida pública, a quem nós buscávamos em tempos de dúvidas, de crises”, declarou.
Trajetória política - Manoel Gabriel Siqueira Guerreiro nasceu em Oriximiná, no Baixo Amazonas, e, antes da vida política, estudou Geologia na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em 1964. Após um ano, largou o curso e foi para São Paulo estudar Física na Universidade de São Paulo (USP), onde também iniciaria a atuação política nos movimentos estudantis contrários à ditadura militar, em 1964. Voltou ao Rio e para o curso de Geologia, que concluiu em 1969. Anos mais tarde, tornou-se mestre em Geologia Econômica. Foi professor da Universidade Federal do Pará (UFPA) durante muitos anos.
A vida legislativa começou 1982, quando foi eleito deputado estadual pela primeira vez. Quatro anos depois, conquistou uma vaga na Câmara dos Deputados, em Brasília, quando foi constituinte. Geólogo de formação, ele teve significativa atuação como titular da subcomissão do Regime da Propriedade do Subsolo e da Atividade Econômica, da Comissão da Ordem Econômica, que tratou da destinação dos royalties do setor mineral.
Em 1997, retornou para o Legislativo estadual, como suplente, tendo sido reeleito em 1998. Durante outro mandato entre os anos de 2007 e 2010, foi líder do governo de Ana Júlia Carepa (PT) no parlamento e foi reeleito nas últimas eleições gerais, estando então em sua sétima legislatura - isso fazia dele o político com mais mandatos já conquistados para a AL até hoje e o mais velho parlamentar em atividade.
Guerreiro foi também secretário estadual de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente, entre 2003 e 2006. (DOL)
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