Cansados, com sede, fome e sem nenhum tipo de conforto, os clientes são obrigados a enfrentar longas filas até conseguir o atendimento e concluir a árdua missão que é recorrer aos serviços bancários no município. Diariamente, bancos como Bradesco, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal são alvos de reclamações, sobretudo pelo péssimo atendimento dispensado ao público e pelas longas e intermináveis filas no interior das agências.
No município, o Procon só age quando provocado. Ou seja, é preciso uma denúncia formal para que o órgão de defesa do consumidor proceda com a fiscalização e constate as possíveis irregularidades. Por determinação da lei, os bancos devem disponibilizar aos clientes senhas que podem ser usadas como prova no caso de um consumidor achar que passou mais tempo na fila do que determina a lei. A senha deve marcar a hora que a pessoa deu entrada e a hora em que foi atendida no guichê. No interior das agências bancárias do município, apesar da advertência do Procon, não se vê exposta ao público a lei municipal 17.911/05, que delimita o tempo de espera nas filas.
Terminais eletrônicos – Mas não é apenas o atendimento interno que motiva as queixas da população. Nos finais de semana e feriados, por exemplo, a maioria dos terminais eletrônicos das instituições bancárias, principalmente do Banco do Brasil, fica inoperante, fora do ar e sem dinheiro ou papel para extratos ou simples conferência. A falta desse serviço também causa transtornos e prejuízos aos clientes, principalmente quem depende do sistema bancário para efetuar pagamentos, fazer transferências, saques, etc.
Nos dias normais, na agência central do Banco do Brasil, localizada na avenida Rui Barbosa, nos horários de maior fluxo de pessoas, a inoperância dos terminais de autoatendimentos, as filas são intermináveis e o tempo de espera é superior a 30 minutos. Em dias de pagamento do funcionalismo público e de aposentadoria, o caos é total nas principais agências bancárias de Santarém.
A ‘Lei das Filas’ certamente seria mais eficaz se cada cidadão que se sentisse lesado buscasse denunciar os abusos cometidos pelos bancos. O silêncio motiva o descaso dessas instituições que demonstram não terem nenhum respeito com os próprios clientes.
O Procon, órgão fiscalizador, também poderia ser mais atuante e, ao invés de esperar ser provocado, buscasse agir em prol dos direitos dos consumidores independentemente de uma denúncia formal ou não. Existe uma lei municipal e ela não está sendo respeitada.
Em outras cidades brasileiras, o órgão de defesa do consumidor é proativo e fiscaliza agências bancárias para constatar o cumprimento da ‘Lei das Filas’. Recentemente, em Manaus, alguns bancos foram multados pelo descumprimento à lei e descaso com os clientes.
O Banco do Brasil em Santarém é o recordista em reclamações.