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Opinião: Vivemos o Gramscismo

Opinião: Vivemos o Gramscismo

Redação / Web Amazônia
Por: Redação / Web Amazônia
14/04/2014 às 09h30
Por: David Marinho*

Ainda em alusão aos 50 anos do “Governo Militar” completados em 01/04/14, concluo a trilogia em artigo, do que vivenciamos hoje no Brasil, sobre a estratégia comunista de numa lavagem cerebral em longo prazo para se apoderarem do poder ditatorial, como um câncer ideológico que vai se apoderando da fisiologia existencial crítica das pessoas, que quando se derem conta da realidade, se sentirão impotente para qualquer reação.
O comunista italiano, ativista político e filósofo Antonio Gramsci, falecido em 1937, quando preso, elaborou a estratégia de instaurar um regime comunista em países com democracia e economia capitalista consolidada, não usando a força, como aconteceu na Rússia, Cuba e China, países que não conheceram a revolução industrial e foram aprisionadas pelos revolucionários comunistas. Seria preciso, infiltrar lenta e gradualmente a idéia revolucionária (sem jamais declarar, que isso esta sendo feito), sempre pela via pacífica, legal, constitucional, entorpecendo consciências e massificando a sociedade com uma propaganda subliminar, imperceptível aos mais incautos que, por sinal, representam a grande maioria da população. Esse objetivo só seria atingido pela utilização de dois expedientes distintos: a hegemonia e a ocupação de espaços.

A hegemonia consiste na criação da mentalidade uniforme em torno de determinadas questões, fazendo a população acreditar ser correta tal medida, este ou aquele critério, esta ou aquela análise de situação, de modo que quando o Comunismo tomar o poder, já não haja qualquer resistência. Isso deve ser feito, segundo ensina Gramsci, a partir de diretrizes indicadas pelo intelectual coletivo (o partido de esquerda), que as dissemina pelos intelectuais orgânicos (ou, formadores de opinião), sendo estes constituídos de intelectualóides de toda sorte, como professores principalmente universitários (pois o jovem é um caldo de cultura excelente para isso), a mídia (jornalistas também intelectualóides) e o mercado editorial (autores de igual espécie), os quais se encarregam de distribuí-las à população. Isto está sendo feito no Brasil, Venezuela, Equador, Bolívia, Uruguai, etc.

É essa hegemonia, já adredemente fabricada, que faz os brasileiros, independente da idade, da condição sócio-econômica e grau de instrução, pensar de maneira uniforme sobre qualquer assunto, nacional ou internacional. O poder de manipulação é tanto que até mesmo o senso crítico fica completamente imobilizado, incapaz de ajudar o indivíduo a analisar as questões de maneira isenta. Os exemplos são numerosos: do descrédito do Congresso Nacional, das baixarias do STF, do desarmamento, do aborto, da eutanásia, do movimento gay às políticas sociais, do racismo ao trabalho escravo, da maioridade penal, das desapropriações de função social, da inculpação social pelos crimes individuais à aceitação do caráter social de movimentos comprovadamente guerrilheiros (FARC, MST, MLST, MIR, ETA, etc.), todos eles visando destruir, por completo, valores que a sociedade tinha entranhados em sua alma, mas que, justamente por isso, não servem aos interesses do partido esquerdista de dominação.

É que esses valores representam um conjunto de virtudes diametralmente opostas aos conceitos que o partido deseja inserir na sociedade e que servirão de embasamento para as transformações que pretende implantar. Uma vez superada a opinião que essa mesma sociedade tinha a respeito de várias questões, atinge-se o que Gramsci chamava de “superação do senso comum”, que infelizmente é a hegemonia do pensamento. Cada pessoa passa, assim, a ser um ventríloquo a repetir, impensadamente, as opiniões que já vêm prontas do forno ideológico comunista. E quando chegar a hora dirão; estamos prontos para a real democracia (que, na verdade, será a ditadura comunista do partido), aceitando qualquer medida que os leve a esse rumo, seja ela a demolição de instituições, ou a abolição da propriedade privada, ou o fim da verdadeira democracia como sempre entendemos, acreditando ser normal essa volta à pseudo-democracia, mesmo feita por decretos, leis ou reformas constitucionais. É exatamente a superação do senso comum, que faz com que todos acreditem que a contra revolução de 1964, não seria necessária para o Brasil.

Como nada foi dito de verdade sobre a ditadura que os próprios comunistas queriam implantar na época, com a conivência irresponsável de João Goulart (tentaram em 1935, no final dos anos 60 e início dos 70), ficou difícil ao brasileiro médio entender que a intervenção das Forças Armadas impediu justamente que essa desgraça se concretizasse. E, se as “FFAA” não intervêm agora por estarem retraídos em suas funções de gabinetes, mas espero que estejam preocupadas com a realidade, é porque o povo, já completamente anestesiado, não tem mais forças para exigir nas ruas com patriotismo tal providência como foi feita na época com a “Marcha da família com Deus pela Liberdade”, o que é preocupante. Pois politicamente não vejo solução com essa geração de políticos de maioria corruptos que se vendem nos leilões dos mensalões, traindo seus eleitores.

É exatamente essa hegemonia de pensamento, que dá aos brasileiros a idéia de que só o Estado pode resolver seus probleminhas caseiros, o que tem causado um gigantismo nunca visto, com o crescente aumento da carga tributária sobre a classe média, para sustentá-lo. A cada dia são criadas mais delegacias especializadas, mais conselhos, mais isso e mais aquilo para controlar e fiscalizar as ações dos cidadãos, antes livres. É exatamente ela, a “hegemonia gramsciana”, utilizada pelo atual governo que está inculcando nos cidadãos a crença de que os pobres são vítimas de quem se prepara e trabalha mais que os outros, ou seja, a classe média.

Este texto é uma resenha da página Foro do Brasil de José de Nazaré, disponível em .

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