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Pesquisa revela os danos do fogo e exploração madeireira sobre a Amazônia

Pesquisa revela os danos do fogo e exploração madeireira sobre a Amazônia

Redação / Web Amazônia
Por: Redação / Web Amazônia
07/10/2014 às 16h23 Atualizada em 07/10/2014 às 16h23
Pesquisa revela os danos do fogo e exploração madeireira sobre a Amazônia


Rede
A Rede Amazônia Sustentável (RAS) é um consórcio de trinta instituições brasileiras e estrangeiras, da qual participam mais de 100 pesquisadores que desenvolvem estudos para avaliar a sustentabilidade dos usos da terra no leste da Amazônia. Junto com comunidades locais e organizações não-governamentais, a rede gera conhecimento para o desenvolvimento sustentável da Amazônia. A rede tem atualmente diversos estudos em andamento na região, incluindo as respostas da biodiversidade e a condição socioeconômica das comunidades da região.

Criada em 2009, a rede é coordenada pela Embrapa Amazônia Oriental, Museu Paraense Emílio Goeldi, Universidade de Lancaster (Reino Unido) e Instituto Ambiental de Estocolmo (Suécia). A RAS é também parte do INCT Biodiversidade e Uso da Terra na Amazônia. "As pesquisas vêm produzindo conhecimento para melhorar nosso entendimento do balanço entre conservação ambiental e desenvolvimento socioeconômico no maior remanescente de floresta tropical do mundo", afirma o pesquisador britânico, Toby Gardner, um dos coordenadores da RAS.

A rede desenvolve seus trabalhos em duas regiões localizadas no estado do Pará, em Paragominas (nordeste), Santarém e Belterra (oeste). Elas diferem entre si em vários aspectos, como características biofísicas, história de ocupação e uso da terra, e representam as dinâmicas de desenvolvimento do leste da Amazônia. Nos locais há 225 pontos de coletas de dados de diferentes tipos, que geram estudos diversificados.

A abordagem das pesquisas realizadas pela RAS é multidisciplinar envolvendo componentes ecológicos e sociais. A pesquisadora Joice Ferreira, da Embrapa Amazônia Oriental, diz que o objetivo das pesquisas desenvolvidas pela RAS é quantificar e melhorar o entendimento sobre as consequências ecológicas da perda, degradação e exploração da floresta, bem como das mudanças pela agricultura, incluindo a pecuária e a silvicultura. E também examinar os fatores que determinam os padrões de uso da terra.

Fonte: Embrapa/Foto: Rachel Carmenta
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