Por: Redação / Web Amazônia
20/10/2014 às 11h47 Atualizada em 20/10/2014 às 11h47
No Pará, os agentes, escrivães e papiloscopistas federais vão se reunir em um ato público em Belém, a partir das 18h30, dando início à paralisação. As atividades, segundo o sindicato da categoria, serão suspensas por 72 horas.
Em Santarém, os servidores ficarão concentrados na sede da PF, no bairro Mapiri. 'Queremos uma polícia com chefes que estejam em seus cargos pelo mérito e pela experiência. Somente com profissionalismo podemos evitar interferências nas investigações, garantir que todas as provas produzidas pelos agentes federais cheguem na justiça e impedir que ocorram vazamentos de informações sigilosas', explica Jones Borges Leal, presidente da Fenapef.
De acordo com Roger Rezegue, presidente da Fenapef no Pará, pelo menos 280 agentes vão aderir ao movimento no Estado, incluindo os municípios de Belém, Marabá, Santarém, Redenção e Altamira. O sindicalista disse ainda que os serviços não serão suspensos e a população não será penalizada.
A categoria manifesta-se contrária à Medida Provisória 657, editada na última segunda-feira e que beneficia somente os delegados. "Estamos com os salários congelados há muito tempo. Por que só eles saem ganhando?', questiona o sindicalista.
Em nota, a Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) e a Federação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (FENADEPOL) classificam como 'injustificável' a greve dos agentes. A nota reitera ainda que a causa da greve é eleitoreira e não reflete o desejo da corporação.