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PF prende um dos gerentes do Carimbó da Sorte no Pará

PF prende um dos gerentes do Carimbó da Sorte no Pará

Redação / Web Amazônia
Por: Redação / Web Amazônia
12/11/2014 às 09h40 Atualizada em 12/11/2014 às 11h36
 PF prende um dos gerentes do Carimbó da Sorte no Pará
No Pará, os federais prenderam dois gerentes da empresa 'Carimbó da Sorte'. Os presos são Mário Carvalho de Souza Milhomen e Claudio Henrique Albuquerque, ambos pernambucanos. Segundo as investigações, os dois foram enviados pela matriz da empresa Promobem, que possui empresas que vendem títulos de capitalização em 13 estados brasileiros. No Pará, a Promobem funciona com o nome fantasia de 'Carimbó da Sorte'.

Em coletiva à imprensa, o delegado Uálame Fialho explicou a fraude. "Quando o cliente comprava o título, já estava ciente de que o valor que iria resgatar seria doado para uma empresa de preservação do meio ambiente. Só que ele não era doado porque a empresa não existia, isso já configura o crime", explicou. Assim como em todo título de capitalização, o dinheiro investido deve ser resgatado ou, em alguns casos, doado a instituições de caridade. Diante do crime, a Justiça de Pernambuco mandou suspender a venda dos títulos da empresa Promobem em todo país. O prejuízo causado pela sonegação fiscal foi avaliado em R$ 1 bilhão.

Ainda segundo o delegado outros três mandados de busca e apreensão foram cumpridos como parte da operação no Pará, sendo um deles na sede da empresa 'Carimbó da Sorte', na Avenida Almirante Tamandaré, e os demais na casa dos presos.

Os presos e o material apreendido foram encaminhados à sede da Polícia Federal em Belém. Os presos vão responder pelos crimes de lavagem de dinheiro, crime contra o sistema financeiro nacional e contrabando.

A suspeita é que haja também crimes de lavagem de dinheiro. A Polícia Federal vai divulgar o resultado das operações em coletiva à imprensa na tarde desta quarta-feira.

O crime - De acordo com a PF, os criminosos operavam por meio de loterias estaduais, cujos valores arrecadados eram repassados a entidades filantrópicas de fachada, fazendo com que o dinheiro ilícito retornasse ao grupo, em procedimento suspeito, com fortes indícios de lavagem de dinheiro.

O tronco principal da organização registrou uma movimentação financeira registrada em bilhões de reais e atuava tanto no jogo do bicho como a comercialização de bilhetes lotéricos ocultados em título de capitalização em sua modalidade popular, apropriando-se dos valores que deveriam ser destinados a instituições beneficentes ou revertidos em capitalização, obtendo vantagem ilícita em detrimento do povo.

Os investigados podem responder pela prática do crime de contrabando, crime contra o Sistema Financeiro Nacional, jogo de azar e lavagem de dinheiro. Somadas, as penas ultrapassam o limite de trinta anos.

Com informações do DPF
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