Graça Foster deixa Petrobras e novo presidente será anunciado na sexta
Graça Foster deixa Petrobras e novo presidente será anunciado na sexta
Por: Redação / Web Amazônia
04/02/2015 às 18h59Atualizada em 04/02/2015 às 18h59
Um conselheiro afirmou à Folha que cinco diretores da Petrobras ficaram ao lado de Graça na última reunião do Conselho, dia 27 de janeiro, em que a presidente manteve firme a intenção de divulgar no balanço do terceiro trimestre a conta da corrupção. A estatal informou na ocasião que a conta poderia chegar a R$ 88,6 bilhões, embora o valor não tenha sido incorporado às demonstrações financeiras não auditadas.
Graça bateu de frente com os ex-ministros Guido Mantega (Fazenda) e Miriam Belchior (Planejamento), representantes do governo federal, acionista controlador da companhia. Os ex-ministros pressionavam para que a estatal dissesse apenas que chegou a um número, mas que ainda não seria o momento de divulgá-lo porque ele não estaria fechado.
Graça teria argumentado que não queria ser responsabilizada administrativamente no futuro pela não divulgação do valor, caso ele se confirmasse. Em bloco, os cinco diretores apoiaram Graça na decisão, no episódio derradeiro para a fritura da presidente da empresa.
Dutra, que comanda a área de Serviços da estatal e é ex-presidente do PT, não participou da reunião por estar doente. Na avaliação do conselheiro, Ele deve ser o único nome a permanecer na estatal com a renúncia da diretoria.
Até a renúncia também ocupavam a diretoria José Miranda Formigli (Exploração e Produção), Almir Guilherme Barbassa (área Financeira), José Alcides Santoro Martins (Gás e Energia), José Carlos Cosenza (Abastecimento) e José Antônio de Figueiredo (Engenharia).
Já o diretor de diretor de Governança, Risco e Conformidade da Petrobras, João Elek, recém-empossado no cargo, também não participou dessa movimento de renúncia coletiva e segue no posto.
CVM
A intenção da Petrobras era só informar sobre a renúncia coletiva na sexta-feira, mas o pedido de explicações formal da CVM (Comissão de Valores Mobiliários, a xerife do mercado financeiro) sobre reportagem da Folhainformando que o Planalto já havia decidido pela substituição de Graçaobrigou a diretoria a se pronunciar e informar a troca.
A permanência de Graça no cargo ficou insustentável em meio às denúncias de corrupção na Petrobras, levantadas na Operação Lava Jato, e ineficiência na execução de projetos.
Até este momento, o Planalto não tem nomes para a substituição de Graça. O principal problema continua sendo encontrar executivos dispostos a assumir uma companhia em crise e sem um balanço auditado.
Na bolsa de apostas, despontam dois nomes para suceder a executiva : do ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, e do ex-presidente da BR Distribuidora, Rodolfo Landim, que conta com a simpatia da presidente Dilma.
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