Mauro Luís Ruffino, consultor técnico contratado pelo Probio II, revela que os primeiros resultados do diagnóstico mostram a vocação de Juruti para a pesca artesanal e aquicultura, além de pontos a serem aprimorados ao longo da cadeia produtiva. “Conseguimos perceber que existe uma produção significativa de pescado, no entanto parte desse pescado pode estar saindo para outros municípios, mas a falta de monitoramento não nos permite inferir o percentual que isso representa. O fato é que da forma como se produz hoje, se faz necessário melhorar as condições de armazenamento e comercialização e, assim, oferecer um produto de melhor qualidade ao consumidor”, avalia.
Para o segmento da aquicultura, Ruffino destaca a importância do investimento em capacitação e melhoraria da infraestrutura e beneficiamento para a venda da produção. O consultor ressalta, ainda, que é fundamental trabalhar o manejo de algumas espécies-chave e buscar mercados estratégicos para a venda dessas espécies. “Além de gerar renda para os pescadores, nosso objetivo é realizar todo esse trabalho pautado em ações de sustentabilidade”, completa.
Lucemir Batista Pereira, presidente da Colônia de Pescadores Z-42, considera positiva a ação do diagnóstico em Juruti. ‘‘Com esse diagnóstico, vamos identificar o que queremos e o que será melhor para nós. Quem convive com a pesca, sabe que esse levantamento é o ideal. Essas informações são importantes para avaliar o que podemos agregar à atividade pesqueira. Com o diagnóstico da pesca vamos ter muito futuro”, diz otimista.
Além da cadeia pesqueira e de aquicultura, o Probio II apoiará também o diagnóstico que levantará outras atividades potenciais em Juruti, como a produção de orgânicos e de produtos florestais não madeireiros. “Vamos fazer uma chamada de manifestação de interesse para identificar quais as comunidades que estão trabalhando com esses dois segmentos”, adianta Nicia Coutinho, gerente de Projetos do Funbio.
Serão investidos cerca de R$ 1,5 milhão com recursos do Probio II, que serão complementados com recursos do Funjus, distribuídos para as três principais cadeias produtivas potenciais do município levantadas pelo diagnóstico. Assim que os projetos forem implementados, serão realizadas, em Juruti, oficinas para integrar os diversos atores que fazem parte dos segmentos produtivos – pesqueiro, orgânico e florestal não madeireiro - e trabalho de captação de recursos.
Fonte: Temple Comunicação