Por: Redação / Web Amazônia
07/04/2015 às 15h46 Atualizada em 07/04/2015 às 15h46
"Além disso, o cenário econômico atual --com inflação e juros altos-- também desfavorece o mercado de celulares, já que os consumidores ficam mais cautelosos na hora de comprar", diz Eduardo Tude, presidente da consultoria Teleco.
O perfil atual dos aparelhos também contribui para a desaceleração das vendas totais, diz Leonardo Munin, analista de mercado de celular da IDC Brasil.
"No passado, as pessoas tinham dois ou três aparelhos para usarem chips de diferentes operadoras. Hoje, com dispositivos dual chip [que comportam dois chips], passam a ter um celular só", afirma Munin.
"Assim, o consumidor prefere segurar o dinheiro para comprar um celular mais robusto, que é muito mais caro do que celulares básicos."
GATNER
Para Daniel Justin Loubier, especialista de conteúdo de pesquisa da Gartner, a queda nas vendas de aparelhos país acontece por fatores domésticos.
"O Brasil viu um segundo semestre mais fraco [na comercialização de celulares] por dois motivos principais: o primeiro é um crescimento mais lento da economia. O segundo é que as eleições diminuíram as vendas de celulares, já que muitas empresas adiaram as compras, até que [as eleições] fossem concluídas", diz Loubier.
PROJEÇÃO
Com a economia enfraquecida no Brasil, o IDC prevê que as vendas de smartphones cresçam 16% em 2015 na comparação com 2014, para 63,3 milhões de unidades, pouco mais de um terço do aumento verificado no ano passado na comparação com 2013 (55%).