Por: Redação / Web Amazônia
17/04/2015 às 15h38 Atualizada em 17/04/2015 às 15h38
“As tecnologias do ABC funcionam bem na agricultura familiar. O maior desafio, porém, é vencer a falta de conhecimento dessa classe, que ainda utiliza sistemas arcaicos de produção. Sem capital para compra de equipamentos adequados, a agricultura praticada provoca fortes erosões no solo. Em dois anos, o agricultor já esgotou a sua área e terá que avançar para outras partes”, explica.
Para 2015, foram aprovados pelo Comitê, através de convênio com o Ministério da Agricultura (Mapa), o Projeto de Capacitação e Inovação Tecnológica de Desenvolvimento Sustentável do Programa ABC, com dois cursos para técnicos de extensão rural, um a ser realizado em maio, em Santarém, e outro em Paragominas, no mês de agosto. Cada um deve capacitar 25 profissionais em florestas plantadas, iLPF e recuperação de pastagens degradadas, que posteriormente irão repassar informações aos produtores rurais.
Segundo Oliveira, a maior parcela de recursos do ABC para o Pará é disponibilizada pelo governo federal. “No ano passado, o ABC ‘hibernou’ no Pará em razão do período eleitoral, pois o repasse de recursos do governo federal ficou mais complicado”, declarou.
Atualmente, a alocação dos recursos do Ministério da Agricultura está na ordem de R$ 150 mil, mas o estado está em busca de mais convênios. “Nosso objetivo é conseguir seis cursos de capacitação no estado este ano. Para isso, seriam necessários cerca de R$ 300 mil”.
Sobre o futuro do ABC no Pará, Oliveira destaca que a expectativa é melhor para 2015, mas ainda será preciso lidar com um cenário de incertezas por conta da crise econômica. Na avaliação do pesquisador Moacyr Dias-Filho, haverá retração nas atividades de recuperação de pastagens no por conta da atual recessão.
Fonte: Observatório ABC