Por: Redação / Web Amazônia
29/06/2015 às 10h24 Atualizada em 29/06/2015 às 10h24
Quase todos os pais que não educam os filhos tentam passar a impressão de que o seu pupilo é incontrolável; os outros tiveram sorte de ter filhos bonzinhos; e não se dão conta de que criança nenhuma é tola e qualquer um se aproveita de quem se deixa dominar.
Essas transgressões progridem. Quando maiores começam a não ir às aulas, ficam na rua sem horário de retorno e os mais enérgicos mandam os pais se calarem a boca ou se foderem. Poucos passos adiante e a sociedade sofrerá as consequências de um delinquente matando na direção de um carro ou, nos casos mais graves, de arma em punho.
Nesse ponto chega-se à frase de que “ninguém perde filho para as ruas, são perdidos em casa”. E de pouco a pouco, de forma progressiva.
Nem maus-tratos nem mão de pelica. Educação requer esforço, compreensão, momentos para dizer sim, muitos outros para dizer não; noutros, um não definitivo. O chavão “que mundo queremos deixar para nossos filhos, mas que filhos queremos deixar para o mundo” precisaria ser encarado com mais realidade do que como mero clichê.
*É Bacharel em direito