Por: Redação / Web Amazônia
24/07/2015 às 09h47 Atualizada em 24/07/2015 às 09h47
AGENDA
O ministro da Defesa, Jaques Wagner, disse que uma conversa entre Lula e FHC seria "benéfica". "O encontro de dois ex-presidentes teria uma agenda muito superior a essa [impeachment], que é conjuntural, sobre a briga da oposição com o governo", avaliou.
"Apesar da última campanha dura, não podemos deixar consolidar na alma brasileira, e na política brasileira uma dicotomia que não se conversa. Essas posições, governo e oposição, a gente troca. O que não pode perder é o norte do país", acrescentou.
Os contatos dos emissários de Lula com FHC foram feitos às vésperas de o tucano embarcar para uma temporada de férias na Europa, há cerca de dez dias. Segundo relatos feitos à Folha, o tucano teria deixado a questão em aberto, prometendo resposta após voltar ao Brasil, em agosto.
Por-email, Fernando Henrique disse à Folha que Lula tem seus telefones e que não precisa de intermediários para falar com ele. "Se desejar discutir objetivamente temas como a reforma política, [Lula] sabe que estou disposto a contribuir democraticamente. Basta haver uma agenda clara e de conhecimento público", disse o ex-presidente.
Líderes do PSDB viram os acenos do PT com desconfiança. "Eles [Lula e Fernando Henrique] não falam a mesma língua", disse o senador Aloysio Nunes (SP). "Uma hora correm para o MST [Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra] e na outra para o factóide da agenda nacional."
O presidente nacional do DEM, senador Agripino Maia (RN), disse que a oposição deve conversar com o governo "se o que estiver em pauta for do interesse do país". Procurada para comentar o assunto, a assessoria do presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), que também está no exterior, não respondeu.
Fonte: Folha de São Paulo