MPF aguarda definição de território para ribeirinhos e pescadores afetados por Belo Monte
MPF aguarda definição de território para ribeirinhos e pescadores afetados por Belo Monte
Por: Redação / Web Amazônia
12/08/2015 às 16h44Atualizada em 12/08/2015 às 16h44
A forma de ocupação desse território deve ser construída com a participação das próprias comunidades. A solução pode ser uma inovação na forma como o governo encara as populações amazônicas atingidas por empreendimentos de grave impacto socioambiental. "É preciso requalificação do olhar para que a empresa compreenda o modo de vida do ribeirinho. E a correção de rumos do reassentamento dependerá do protagonismo desses grupos tradicionais que foram tornados invisíveis no processo de implantação da usina”, sustenta a procuradora do MPF Thais Santi, que conduz as investigações em curso na procuradoria da República em Altamira.
Para o MPF, "o processo de reassentamento dos ribeirinhos deve, por primeiro, reconhecer a peculiaridade do seu modo de vida, sendo que a construção dos caminhos para sua manutenção depende da garantia de áreas de pesca, da transparência quanto às transformações do rio Xingu e do acesso à cidade de Altamira, com a efetiva participação dos atingidos".
Fonte: MPF
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