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Estudos de impacto da usina São Luiz do Tapajós apontam omissão de problemas

Estudos de impacto da usina São Luiz do Tapajós apontam omissão de problemas

Redação / Web Amazônia
Por: Redação / Web Amazônia
05/10/2015 às 11h43 Atualizada em 05/10/2015 às 11h43
Estudos de impacto da usina São Luiz do Tapajós apontam omissão de problemas


"Em vez de cumprir com o seu papel, que é de prever os reais impactos da construção de empreendimentos do porte dessa hidrelétrica e, assim, informar o processo de decisão, esses documentos tornaram-se mera formalidade para legitimar decisões políticas já tomadas", afirma Danicley de Aguiar, da Campanha da Amazônia do Greenpeace. "Se fosse feito corretamente, o EIA-RIMA mostraria que as consequências da obra são inaceitáveis e a usina, portanto, inviável", conclui.

Os dois sábios Munduruku presentes pediram que a ciência brasileira reconheça a importância dos conhecimentos indígenas e ribeirinhos sobre os ecossistemas do Tapajós, entre os mais ricos e preservados da Amazônia. "Vocês que estão aqui precisam respeitar o nosso conhecimento e aprender com a gente", exortou o cacique Juarez Saw Munduruku. "Toda essa natureza partiu de nós, nós ajudamos a construir. Existe a natureza por causa do povo indígena. A gente preserva para manter o equilíbrio da vida. A gente sabe a catástrofe que vai ser se não tiver mais floresta. Na cidade vocês já estão sentindo isso, sente falta de água, falta de brisa fresca", disse Jairo Saw Munduruku.

Jairo comparou os locais sagrados que já estão sendo destruídos pelas usinas hidrelétricas no rio Teles Pires importante formador do Tapajós, no Mato Grosso a pontos sensíveis do corpo de uma pessoa, que não podem ser agredidos. "Se existem leis para proteger a vida, porque vocês não dizem que é inviável destruir essa vida?", perguntou.

O MPF já tem 19 ações judiciais apontando irregularidades e violação de direitos nas usinas hidrelétricas na bacia do Tapajós. A análise dos cientistas e as informações dos índios Munduruku e ribeirinhos serão utilizadas pela instituição para continuar as investigações sobre as barragens. No total, o governo projetou 48 barragens para a bacia, formada além do Tapajós pelos rios Juruena, Jamanxim e Teles Pires.

Confira a análise que foi entregue ao MPF: acesse aqui o relatório científico e aqui o relatório ilustrado.

Fonte: MPF
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