Praia do PA é tomada por bois mortos após naufrágio; moradores protestam
Praia do PA é tomada por bois mortos após naufrágio; moradores protestam
Por: Redação / Web Amazônia
13/10/2015 às 09h23Atualizada em 13/10/2015 às 09h23
Órgãos competentes querem que os animais sejam retirados o quanto antes e levados para um local adequado. Uma equipe da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) foi enviada na também manhã desta segunda-feira para Barcarena com o objetivo de acompanhar o andamento das ações por parte da empresa. “Forçar que as empresas resolva o problema retire toda essa carcaça que chega as praias enquanto não se resolve ela deve ficar em contêineres”, disse o secretário da Semas, Luiz Fernandes.
A Companhia Docas do Pará (CDP) informou que as determinações judiciais já estão sendo cumpridas, mas que a retirada, transporte e incineração dos bois foi suspensa no final da tarde do domingo porque pessoas da comunidade obstruíram a rodovia que dá acesso às valas, que foram cavadas para que fosse feito o descarte e a queima dos animais em decomposição. O serviço completo de limpeza na área tem previsão de duração de até 6 meses.
A Semas informou que aumentou de R$ 200 mil para R$ 1 milhão a multa diária caso a CDP e todas as empresas envolvidas direta e indiretamente no naufrágio do navio boiadeiro em Vila do Conde, Barcarena, não cumpram as exigências da secretaria para conter o impacto ambiental provocado pelo incidente, ocorrido no último dia 6. No local do naufrágio, o navio submerso permanece atracado e sobre ele há quase 50 bois mortos. De acordo com o Corpo de Bombeiros, mergulhadores estão na área afetada trabalhando para a contenção do vazamento e tentando evitar que a mancha de óleo se espalhe ainda mais pelo rio Pará.
A prefeitura de Barcarena informou que está dando o apoio aos moradores da cidade desde o incidente.
O navio naufragou na manhã de terça-feira (06) no porto de Vila de Conde, em Barcarena, no nordeste do Pará, quando estava carregado com cerca de cinco mil bois vivos. A carga pertencia à multinacional Minerva, com sede em Barretos (SP).
Três praias de Vila do Conde, o píer onde ocorreu o naufrágio e a praia de Beja, em Abaetetuba, foram interditados e proibidos para qualquer tipo de atividade. De acordo com a Companhia Docas do Pará (CDP), a embarcação transportava cerca de 700 toneladas de combustível. Ainda segundo a CDP, o óleo pode chegar em outras praias da região.
Na manhã de quarta-feira (7), durante uma reunião no Porto de Vila do Conde entre autoridades municipais, estaduais e federais, foi criado um comitê gestor de gerenciamento de crise para o caso. Em Belém, também ocorreu uma reunião com autoridades ambientais, quando foi montado um planejamento que possa diminuir os danos ambientais provocados pelo acidente. As empresas Minerva Foods, Serveporte e Global Agência Marítima e a Companhia de Docas do Pará foram notificadas a apresentar explicações. Segundo o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), ainda há 730 mil litros de diesel na embarcação submersa.
A previsão é que o esquema montado para a retirada do navio, dos animais, além da limpeza da área, seja concluída em 40 dias. O custo da operação deve ser de R$150 mil por dia. Decisão judicial
Na quinta-feira (8), o juiz da comarca de Barcarena, Deomar Alexandre de Pinho Barroso, expediu um mandado de intimação que previa, dentre uma série de determinações, que a Companhia de Docas do Pará (CDP), a Minerva Foods e a Global Agência Marítima iniciassem de imediato a retirada dos animais mortos do rio Pará, devendo ser dada uma destinação adequada de modo a não causar prejuízos ambientais e à saúde das pessoas.
Além disso, a CDP e demais empresas deveriam providenciar a retirada imediata do volume de óleo diesel depositado nos tanque do navio que vem se espalhando pelas águas. Outra exigência é que fossem elaborados e encaminhados relatórios diários das atividades desenvolvidas à autoridade policial competente bem como ao Ministério Público do Estado do Pará.
Fonte: G1 Pará
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