Por: Redação / Web Amazônia
26/10/2015 às 09h30 Atualizada em 26/10/2015 às 09h30
Qualquer demonstração de infelicidade de quem não procriou é associada a essa falta, a esse vazio. O inverso é proporcionalmente verdadeiro: só é feliz plenamente quem tem filho.
É comum se ouvir que “agora estou plenamente realizada”, quando se constata uma gravidez, mesmo precoce, mesmo do décimo filho e dentro de uma situação de absoluta pobreza. Mesmo desempregados, sem um plano de saúde e até sem uma casa para morar não pesam na busca da felicidade épica.
Se uma pessoa opta por viajar, frequentar restaurantes, parques de diversão, em vez de fazer mamadeira ou limpar cocô de criança, é vista como dissimulada. Afinal, como alguém pode fazer uma opção tão absurda dessas!
Não há nada de errado no fato de cada um fazer da sua vida o que bem entender. Erro está nas consequências posteriores. E a responsabilidade nunca é atribuída a quem deu causa. É sempre dos governos e da sociedade.
Um bom começo para barrar essa “fabricação” de filhos seria quebrar a glamourização inconsequente, mencionar a trabalheira e dor de cabeça que filhos trazem e jamais difundir a ideia de que só é feliz quem tem filho.
*É Bacharel em direito