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Servidoras da Prefeitura de Juruti denunciam que são vítimas de injúria e difamação

Servidoras da Prefeitura de Juruti denunciam que são vítimas de injúria e difamação

Redação / Web Amazônia
Por: Redação / Web Amazônia
10/03/2016 às 13h50 Atualizada em 10/03/2016 às 14h06
Servidoras da Prefeitura de Juruti denunciam que são vítimas de injúria e difamação

Em depoimento à Polícia Civil de Juruti, Ivanete Castro relatou que Janicélio possui uma conta pessoal na rede social facebook e, que no dia 04 deste mês, por volta de 08h, publicou em sua página a seguinte postagem: “Juruti não tem Prefeitura, tem uma casa de Prostituição!”. Entre os comentários da postagem, segundo Ivanete, o internauta Edvan Gonçalves disse o seguinte: “Tudo puta!”, frase esta que abalou as estruturas de muitas famílias daquele Município.

A servidora Ivanete Bezerra Castro contou, ainda, que por conta das postagens, todas as funcionárias da Prefeitura de Juruti se sentiram ofendidas e indignadas com as mensagens. Ela, juntamente com cerca de 35 funcionárias, procuraram a Delegacia de Polícia para que sejam tomadas as devidas providências em relação a declaração de Janicélio.

Além das servidoras da Prefeitura, o fato revoltou a comunidade jurutiense. Durante esta semana, várias foram as postagens nas principais redes sociais, de pessoas se solidarizando com as funcionárias públicas da Prefeitura de Juruti. Mulheres de outras cidades da região oeste do Pará, como Santarém, também afirmaram que ficaram indignadas com a declaração infeliz do internauta Janicélio. Muitas das funcionárias da Prefeitura são casadas e se sentiram bastante indignadas, pois essas declarações estão afetando seus relacionamentos pessoais. Esposos, filhos e parentes das funcionárias estão revoltados e pedem que a Polícia vá fundo nas investigações. 



O fato também repercutiu na Capital do Estado. Mulheres de Belém pedem a Polícia que investigue o autor das declarações e, que faça os procedimentos de indiciamento dele. “Esse homem está acostumado a denegrir a imagem das pessoas, principalmente de autoridades. Um dos alvos dele foi o Bispo da Diocese de Óbidos, que foi chamado de Hitler, só porque tem origem alemã”, disse uma servidora que teve sua imagem denegrida.

O delegado titular da Polícia Civil de Juruti, Dr. Jaime Augusto Sales da Paixão, já está ouvindo as partes envolvidas na questão. Durante o depoimento à Polícia Civil, na segunda-feira, dia 07, às 15h30, Janicélio Sabino confirmou que postou a mensagem no dia 04 em sua página na rede social, mas que a intenção da publicação não foi no sentido literário e sim no sentido figurado e, que acredita que estão querendo ‘colocar palavras’ em sua boca. Ele afirmou que mais de 30 mulheres se sentiram ofendidas e foram até a Delegacia de Polícia.

VIOLÊNCIA CONTRA MULHER: Segundo especialistas, a violência contra mulheres é, muitas vezes, invisível. O fato de a sociedade fechar os olhos para a violência sofrida por profissionais está atrelado à repressão do comportamento feminino.

No Brasil, a agressão às mulheres, independente da prática profissional, é vista como um problema da Saúde Pública, devido às conseqüências geradas à vítima. A sanção da Lei n° 11.340, de 7 de agosto de 2006, mais conhecida como Lei Maria da Penha, criou um mecanismo de combate à violência contra a mulher.
O Blog Quarto Poder entrou em contato com Janicélio Sabino e ele disse que já deu sua versão dos fatos e que é vítima de perseguição política no município. Janicélio conta que sofreu pelo menos três tentativa de homicídio e uma tentativa de incêndio à sua residência, além de agressão física e verbal. “Já tentaram me incriminar como pedófilo e isso mostra o desespero que eles têm em me calar. Quanto à frase que diz que ‘Juruti não tem prefeitura, tem uma casa de prostituição, eu me refiro às suas variáveis de sinônimos, onde inclusive a palavra corrupção é uma forma de se explicar a prostituição em alguns dicionários. Resumindo, estão querendo colocar palavras na minha boca para me calarem e me incriminarem por eu denunciar a corrupção do governo daqui e ter a simpatia da maior parte da população que não foi lá me denunciar. Afinal, eu acho muito pouco num universo de 50 mil pessoas, apenas 30 se sintam ofendidas, sendo que o universo público é imensamente maior que essa ínfima quantidade”, disse.

Janicélio afirma que trata-se de perseguição política: “Essa mesma ‘associação das mulheres’ que vem em busca de moralidade em cima de uma frase que eu disse, não vem em defesa das várias mulheres que estão perdendo seus bebês por falta de atendimento médico, não vai cobrar o MP e o Conselho Tutelar pelas inúmeras crianças grávidas com 11 ou 12 anos, sendo estupradas e violentadas física, espiritual, psicológica e moralmente. Não se levantam em defesa das mulheres que estão tendo que ficar chupando manga por falta de merenda desviada, então, essa ‘associação, só é usada contra mim. Não se explica de outra forma que não seja apenas mais uma forma de perseguição”, finalizou.

O outro denunciado citado na matéria, Edvan Gonçalves, não foi localizado até o fechamento desta publicação para comentar a denúncia. Mas o QP aguarda pelo seu posicionamento.
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