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Ulbra admite vender parte de seu patrimônio

Ulbra admite vender parte de seu patrimônio

Redação / Web Amazônia
Por: Redação / Web Amazônia
03/11/2008 às 09h31 Atualizada em 08/05/2011 às 22h16
A Ulbra anunciou que vai vender terrenos e hospitais no Rio Grande do Sul a fim de pagar as dívidas – R$ 2 bilhões só com a União, segundo a Justiça Federal de Canoas. A Ulbra, que tem 39 mil alunos no Estado, viu sua situação financeira se agravar em setembro, quando perdeu o certificado de filantropia, que garantia a isenção de pagamentos de impostos federais.

Também nessa sexta-feira, se encerrou o prazo para que a universidade pagasse o salário de setembro de cerca de 2 mil professores. Como não houve o depósito, a instituição está sujeita a pagamento de multa. A Ulbra não tem previsão para depositar o salário.

O sindicato dos professores da rede privada de ensino do Rio Grande do Sul (Sinpro-RS), que representa a categoria, entrou com nova ação na Justiça. O objetivo é garantir o pagamento por meio de uma intervenção nas contas e no patrimônio da Ulbra.

A Ulbra admitiu que sofre reflexos da crise financeira internacional. ‘Nos últimos dez anos, a universidade fez vultuosos investimentos em Educação e saúde e, com a redução do crédito, não consegue saldar empréstimos efetuados nem contratar novos financiamentos’, avaliou o advogado da instituição, Reginaldo Bacci.

Segundo ele, está sendo elaborado um plano de reestruturação, incluindo a venda de vários ativos e patrimônios que não são ligados à atividade-fim da Ulbra, que é a Educação.
‘A negociação envolve hospitais, plano de saúde, terrenos e uma fábrica de produtos farmacêuticos em Caxias’, disse Bacci. A intenção é reduzir despesas, renegociar contratos, alongar o perfil da dívida e focar a gestão de pessoal em resultados.

O advogado acrescentou não estar se cogitando, no momento, demissão de pessoal. Sobre a dívida tributária de R$ 2 bilhões, informou que a Ulbra reconhece apenas cerca de R$ 300 milhões, e que está discutindo os valores na Justiça. Foi negado que a Justiça tenha pedido a prisão do reitor Rubem Becker por não ter feito depósito de penhora de execução fiscal. Mas um pedido de habeas corpus foi concedido pelo TRF/4ª Região.

Na próxima semana, deverá ser julgada uma Ação Cautelar de Arresto ajuizada pelo Sinpro/RS para pagamento de salários dos cerca de 2 mil professores da Educação Superior da Ulbra (em atraso pela quarta vez este ano).

CP/NF/ULBRA

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