Por: Redação / Web Amazônia
04/04/2007 às 16h14 Atualizada em 08/05/2011 às 22h16
A prefeita Maria do Carmo recebeu esta semana um documento pedindo empenho do governo municipal junto à administração estadual para que seja implantada uma representação da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (SEMA), em Santarém.
O pedido foi feito pela Associação das Indústrias Madeireiras de Santarém (Asimas), que reivindica um escritório do órgão no município com estrutura para fazer análise e liberação dos projetos de manejo florestal sustentáveis para a região Oeste, como forma de evitar demissão de trabalhadores e paralisação das atividades industriais.
Atualmente, as empresas madeireiras enfrentam dificuldades diante da falta de liberação dos seus projetos de manejo. Algumas anunciam demissão em massa de trabalhadores, caso não haja uma solução a curto prazo.
A crise no setor na região Oeste do Pará foi exposta durante encontro realizado, semana passada, na sede da Fiepa em Belém, com representantes madeireiros dos 33 pólos florestais do Pará e autoridades do governo estadual. Uma comitiva formada pelos diretores da Asimas marcou presença no encontro.
Ontem, o assunto foi discutido também com a diretoria da Associação Comercial e Empresarial de Santarém, no sentido de buscar apoio para o enfrentamento da crise.
As empresas do setor florestal instaladas no município de Santarém representam um dos mais importantes alicerces da economia regional.
Somente na fase de transformação da tora em madeira serrada e outros produtos destinados à exportação, esse setor gera mais de 2.500 empregos diretos, com reflexos sobre a vida de 12 mil e 500 pessoas, cujas famílias sobrevivem do salário pago a esses trabalhadores.
Em reunião mantida com a prefeita, representantes da entidade destacaram que a indústria florestal tem tanta influência na vida da população local, que a cada crise enfrentada por ela, o comércio entra em colapso, pois as demissões feitas provocam elevado índice de inadimplência nas lojas que vendem a prazo.
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