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Polícia prende traficantes seqüestradores

Polícia prende traficantes seqüestradores

Redação / Web Amazônia
Por: Redação / Web Amazônia
04/04/2007 às 16h15 Atualizada em 08/05/2011 às 22h16
Até o fechamento desta edição, na quarta-feira (04), a Polícia Civil ainda não tinha pista das duas pessoas acusadas de participação no seqüestro relâmpago de Valdenilson Santos Fialho, funcionário da empresa Cargill, na última segunda-feira. O crime aconteceu por volta das 7 horas, quando Valdenilson saía de sua residência, que fica localizada na Alameda 10, no bairro do Aeroporto Velho.

Segundo relato da vítima à polícia, ele foi colocado dentro do porta-malas de um veículo, modelo Corsa Sedan, placa MXE 4320, e durante duas horas ficou em poder dos bandidos. Neste tempo, disse que permaneceu incomunicável. Somente depois de ser apresentado à mulher, suposta líder do grupo, é que foi libertado e deixado no local de onde fora seqüestrado. Quatro pessoas participaram do crime, inédito em Santarém.

Após ser libertado, Valdenilson procurou imediatamente a Delegacia de Polícia Civil onde fez o registro do seqüestro relâmpago. Policiais do serviço de inteligência das polícias Civil, Militar e Federal caíram em campo e logo conseguiram localizar o veículo usado pelos bandidos.

Na abordagem ao veículo foram detidos duas pessoas, um adulto Marco Aurélio Rosas de Jesus Junior e um menor de 17 anos de idade, que confirmaram participação no crime. A polícia continua à caça dos dois homens.

Na delegacia, a versão de Valdenilson de que ele teria sido confundido com uma pessoa que transportava certa quantidade de droga que seria entregue para a traficante Beatriz do Nascimento Tenório (conhecida pelo apelido de Loura), foi confirmada por Marco Aurélio.
O seqüestro e cárcere privado de Valdenilso ganharam repercussão porque os elementos erram a vítima. Trata-se de um acerto de contas e uma rixa entre traficantes conhecidos da cidade, responsáveis pela venda e abastecimento de várias bocas de fumo no município e na região Oeste do Pará. “Quando fui apresentado para essa mulher, ela disse que não era eu e mandou que me libertassem”, contou a vítima.

Para a polícia, foi um caso isolado, já que o seqüestro relâmpago é uma modalidade de crime comum nas grandes cidades do Sul e Sudeste do país, mas em Santarém certamente foi um acerto de contas entre traficantes, que confundiram um cidadão com um bandido. “Felizmente, a vítima nada sofreu, mas estamos em ação para localizar e prender os demais membros desse bando”, disse o delegado Silvio Birro.
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