Por: Redação / Web Amazônia
08/11/2008 às 10h34 Atualizada em 08/05/2011 às 22h16
Bruna Jaqueline
“A Secretária Municipal de Transporte tem que tomar uma providência sobre essa situação, pois várias empresas clandestinas estão surgindo na cidade, como essas do Espaço Novo, Castela, e outra que apareceu na Cuiabá, para atrapalhar o serviço das empresas legalizadas de Santarém que fazem o transporte de passageiros”, alerta o empresário Mário Borges, proprietário da Viação Borges ao ser questionado sobre os ‘rachas’, denunciados pelos usuários do transporte coletivo do município.
Segundo ele, os ‘rachas’ entre as empresas, sobretudo envolvendo funcionários da Viação Borges e da Transazevedo, passaram a ser mais freqüentes após o surgimento de veículos clandestinos circulando no itinerário das empresas autorizadas para fazer o transporte de passageiros. A disputa por passageiros, no entanto e segundo essa afirmação do empresário, envolve também veículos legalizados e clandestinos que passaram a circular nos ‘corredores’ dos ônibus, que detém a concessão para esse tipo de serviço em Santarém.
Mário diz que é comum a presença desses veículos nas ruas disputando passageiros com as empresas autorizadas pela Secretaria Municipal de Transporte Público e Trânsito (SMT). “Porque o motorista é assim: todo empregado puxa para o lado de sua empresa. Eu não preciso nem falar nada, ele ultrapassa o ônibus porque a empresa precisa dele, então o que acontece? Eles ultrapassam mesmo, não tem essa, não existe essa de deixar o outro ônibus passar na frente, por mais que você diga pra deixar passar ele jamais vai deixar e aceitar essa situação”, justifica Mário Borges.
O empresário afirma ainda que mesmo com a orientação dada aos motoristas, dificilmente eles acatam a ordem e continuam com as disputas por passageiros.
Uma empresa como a Viação Borges com mais de 25 anos no mercado emprega, atualmente 150 funcionários, 150 famílias que, segundo os motoristas, são prejudicadas por aventureiros, que possuem apenas um ônibus e o coloca para rodar, atrapalhando o percurso das empresas e ameaçando a vida dos passageiros.
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