A Reforma da Previdência vai entrar em votação em segundoturno na Câmara dos Deputados na primeira semana de agosto, logo após o retornodo recesso dos parlamentares. O texto-base passou em primeiro turno com umplacar expressivo de 379 votos a 131. No período de recesso, que vai de 18 a 31de julho, os deputados costumam voltar para os seus estados de origem e, emcontato com as suas bases, podem virar alvo de críticas por seusposicionamentos no plenário e, assim, mudar de ideia. O presidente Rodrigo Maiateme perder votos para a votação em segundo turno. O texto, que mexe nas regrasde aposentadoria, foi aprovado em primeiro turno na noite da última sexta-feira(12) e, horas depois, teve a redação final ratificada pela comissão especial.
Entre outros pontos, a proposta prevê idade mínima deaposentadoria de 62 anos para mulheres e 65 anos para homens.
No plenário, os deputados aprovaram quatro modificaçõespontuais no conteúdo da reforma:
1. A flexibilização das exigências para aposentadoria demulheres;
2. Regras mais brandas para integrantes de carreiraspoliciais;
3. Redução de 20 anos para 15 anos do tempo mínimo decontribuição de homens que trabalham na iniciativa privada;
4. Regras que beneficiam professores próximos daaposentadoria.
O blog reproduz reportagem na íntegra do jornal CorreioBraziliense publicada neste domingo, com as principais mudanças na reforma.
A reforma da Previdência poupou poucos e terá impacto na vida de milhões de brasileiros, seja uma despesa literal, em forma de investimentos mensais em uma aposentadoria suplementar — algo que uma parcela bem baixa da população brasileira tem condições de fazer —, ou em decorrência do adiamento dos sonhos do início da inatividade profissional. Os defensores da modernização previdenciária defendem que é um remédio amargo para vislumbrar uma economia melhor.