20/11/2008 às 15h19Atualizada em 08/05/2011 às 22h16
A Mina de Juruti está com 75% das obras físicas de implantação concluídas. As obras começaram em Maio de 2006, devendo ter grande parte concluída ainda em Dezembro deste ano, com previsão de iniciar a operação de extração de bauxita plenamente a partir do segundo semestre de 2009. A capacidade inicial da Mina de Juruti é de 2,6 milhões de toneladas métricas de bauxita por ano. Foi para falar sobre o estágio atual do empreendimento, que o Gerente de Sustentabilidade e Assuntos Institucionais da Alcoa Mina de Juruti, Mauricio Macedo, reuniu com representantes de veículos de comunicação de Santarém na noite de 17 de Novembro.
Além das várias etapas de implantação da Mina de Juruti, por meio da palestra “Início das Operações da Mina de Juruti e Plano de Sustentabilidade”, Mauricio Macedo falou de ações de valorização e qualificação da mão de obra local e das alternativas de sustentabilidade proposta para a fase de operação do empreendimento.
Segundo o Gerente de Sustentabilidade e Assuntos Institucionais da Alcoa, em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), de Junho de 2006 até agora foram qualificadas cerca de 2.300 pessoas com aproximadamente 16 mil horas/aula. Atualmente estão em andamento cursos técnicos de Segurança do Trabalho e de Meio Ambiente, além de Manutenção Elétrica e Mecânica por meio do Programa de Formação da fase de operação.
Com a qualificação, o compromisso de manter cerca de 70% do efetivo total da fase de implantação do projeto com mão-de-obra paraense e prioritariamente jurutiense, foi cumprido. “Em alguns momentos, esse percentual de participação dos trabalhadores paraenses superou os 80%. Isso mostra a vontade que a população local tinha de se qualificar”, comenta.
Outro aspecto abordado por Mauricio Macedo foi a valorização do fornecedor paraense. De acordo com ele, desde o começo da implantação do empreendimento até o mês de Setembro deste ano, a Mina de Juruti rendeu às empresas fornecedoras no Pará R$ 436 milhões, dos quais cerca de R$ 48,3 milhões foram encomendados especificamente com fornecedores em Juruti, e outros R$ 168 milhões a fornecedores da região Oeste. “O compromisso de valorização do fornecedor da região Oeste e de Juruti continuará sendo cumprido durante a fase de Operação, conforme a necessidade de produtos e serviços”, disse.
As aquisições feitas diretamente em Juruti contribuíram positivamente também na arrecadação municipal. Dos anos de 2006 a 2007, a Prefeitura Municipal de Juruti arrecadou R$ 20,5 milhões em impostos e taxas resultantes da presença do empreendimento na cidade. Até Setembro deste ano, a arrecadação municipal foi de R$ 21,5 milhões.
Plano de Sustentabilidade Na fase de operação da Mina de Juruti a quantidade de empresas e trabalhadores reduzirá. Mauricio Macedo informou que parte da mão-de-obra das empresas contratadas para a fase de implantação, poderá ser aproveitada por outras que atuarem na fase de operação. Os trabalhadores também poderão ser empregados nas obras da Agenda Positiva. Além disso, outros segmentos econômicos serão incentivados para que a mão-de-obra também seja absorvida por empreendimentos não ligados diretamente à Mina de Juruti, e a expectativa é de que outros empreendimentos no Pará e na Região Norte também empreguem os funcionários que ganharam qualificação e experiência nas construções das estruturas da Alcoa em Juruti.
Segundo Mauricio Macedo, será disponibilizado ao trabalhador um Serviço de Informações e Oportunidades, entre várias alternativas de estímulo à qualificação e à geração de emprego e renda por meio das vocações produtivas locais.
A criação de uma “Escola de Sustentabilidade”, que terá à frente o Instituto Peabiru, também faz parte das propostas de reforço às lideranças da sociedade civil organizada e do poder público para pensar e agir sustentavelmente no município de Juruti e região. O objetivo principal é formar agentes de sustentabilidade capazes de criar projetos e executar ações que proporcionem benefícios perenes ou sustentáveis. Desenvolvendo-se essa habilidade, mais instituições poderão apresentar projetos competitivos e ter acesso a financiamentos públicos e privados.
Também está prevista a viabilização de microcréditos para empreendimentos no município de Juruti. O acesso a recursos e financiamentos é tido como um gargalo para o desenvolvimento de negócios na cidade. A estratégia da Alcoa é promover o empreendedorismo local com um programa de formação, aliado à organização social e à elaboração de planos de negócios, permitindo os empreendedores a acessarem o micro crédito para desenvolver arranjos produtivos e potencialidades locais.
Todas as ações dedicadas à transição entre as fases de implantação e operação da Mina de Juruti estão totalmente integradas com o Programa Juruti Sustentável, que já vem sendo trabalhado com êxito por meio de três eixos: 1) o Conselho Juruti Sustentável (CONJUS); 2) o Sistema de Indicadores de Sustentabilidade; e 3) o futuro Fundo de Sustentabilidade. O Conselho é o espaço público de diálogo e negociação entre as diversas partes interessadas no desenvolvimento local. Os indicadores devem constituir bases para apoiar as tomadas de decisão do Conselho, que por sua vez recomendam ao Fundo orientações sobre prioridades, investimentos e apoios financeiros.
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