Por: Redação / Web Amazônia
15/01/2009 às 09h38 Atualizada em 08/05/2011 às 22h16
O Hospital Universitário Bettina Ferro de Souza concluiu a seleção dos profissionais de medicina que se inscreveram no concurso para o Programa de Residência Médica em otorrinolaringologia e oftalmologia para 2009. Nas duas especialidades foram inscritos 62 candidatos, sendo 30 para otorrino e 32 para oftalmo, que concluíram a graduação em medicina pela Universidade Federal do Pará (Ufpa) e a Universidade Estadual do Pará (Uepa).
Dos 62 inscritos, 56 médicos realizaram uma prova geral objetiva sobre os conteúdos medicina geral. Deste total, 19 foram classificados para a prova prática de cada especialidade. Dos 19 classificados, foram aprovados três de cada área que exercerão a residência médica na instituição durante os próximos três anos, além de participar de cursos intensivos e em módulos e especializações na Escola Paulista de Medicina, na Universidade de São Paulo (USP) e na Santa Casa de São Paulo. A residência médica começa em fevereiro.
Para o médico oftalmologista José Oliveira Braga, a expectativa de aprendizado para com os novos médicos residentes é bastante positiva pelas exigências aplicadas no Programa de Residência Médica, assim como os residentes que estão se desligando da instituição tiveram uma dedicação social e um exercício profissional exemplar em saúde pública.
“Os novos residentes chegam ao hospital no momento positivo em que a instituição está investindo mais na aquisição de novos equipamentos médicos para o setor de oftalmologia, tais como um facoemulsificador, retinógrafo e mais um novo consultório. A meta é aumentar fisicamente o número de consultórios visando ampliar os serviços oftalmológicos referenciados à população por meio do Sistema Único de Saúde (SUS)”, enfatiza.
A médica Ingrid de Almeida Cavalcante, selecionada para a área oftalmológica, afirma que a residência proporcionará o complemento da parte teórica com a prática, além do aprendizado de trabalhar num órgão público focado socialmente com os pacientes do SUS. “No futuro eu quero o meu próprio consultório. No entanto, trabalhar em hospital público é uma forma de retribuir à população e à sociedade que custearam, através dos impostos pagos, a minha formação na universidade pública no curso de medicina”, destaca.
Lorena Gonçalves Rodrigues, que passou em primeiro lugar para a residência médica em otorrinolaringologia, disse que ficou muito feliz com o resultado. “Estudei na Ufpa e o Hospital Bettina é uma referência em oftalmologia na Região Norte. Sem a residência médica continuarei sendo uma médica generalista. A residência no Bettina me qualifica como especialista, conforme as normas de Ministério da Educação (MEC) e, além disso, quero aprofundar a minha especialização em rinite alérgica, que atinge entre 10 25% da população, comprometendo a qualidade de vida dos cidadãos afetados”, acentua.
Responsável pela Comissão de Residência Médica do Hospital Universitário Bettina Ferro, o médico oftalmologista, Cláudio Acatauassu Nunes, disse que o Programa de Residência Médica foi bastante procurado em 2009. “Foram 30 inscrições somente para as três vagas no setor de otorrino. O alto nível dos candidatos ficou marcante nas provas objetivas e especificas. Começamos a residência médica no Bettina com dois médicos. O MEC autorizou ampliarmos para três residentes. Estamos numa fase expansão dos serviços, principalmente com o início do implante coclear, e realizando investimentos na estrutura física e de pessoal do hospital. Fico feliz em concluir esta etapa na seleção dos residentes. Os dois médicos oftalmologistas que estão concluindo a sua especialização no Hospital Bettina participaram de concurso e foram aprovados para trabalhar no serviço público do Estado do Pará”, finaliza.
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