FIT e MRN firmam parceria para preservar prédios históricos
FIT e MRN firmam parceria para preservar prédios históricos
Por: Redação / Web Amazônia
16/01/2009 às 12h37Atualizada em 08/05/2011 às 22h16
Marcos Santos
O patrimônio histórico e cultural da cidade de Santarém é o tema central de um seminário que será realizado no próximo dia 12, nas Faculdades Integradas do Tapajós (FIT). Desde o ano de 2006 que FIT tentava buscar parcerias para desenvolver um projeto de preservação do patrimônio histórico do município, contudo, somente no final do ano passado que a instituição conseguiu finalmente o parceiro ideal: a Mineração Rio do Norte, que através da Lei Rounat, de incentivo à cultura, garantiu o apoio necessário que faltava à iniciativa santarena. A exemplo de outras cidades, Santarém também consta na lista dos projetos culturais que entraram em pauta para a análise da Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (CNIC), em 2007.
Segundo informou a professora Terezinha Amorim, do Núcleo Cultural da FIT, o município foi contemplado com o projeto de Produções de Réplicas e Catalogação dos Prédios Históricos de Santarém fruto da parceria com a Mineração Rio do Norte e o Ministério da Cultura. O seminário, que terá como tema "Patrimônio Histórico e Arquitetônico de Santarém, conhecer para preservar, contará com a presença de um representante do Departamento de Patrimônio Histórico do Pará, que é um órgão vinculado ao Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional (IPHAN), e conhecedores do assunto no município, além de estudantes universitários e profissionais ligados à área.
Durante o evento será realizada exposição com imagens mostrando a Santarém antiga, além de mesa redonda, debatendo os assuntos relacionados ao tema central. O objetivo principal é conscientizar a sociedade santarena sobre a necessidade de preservação do patrimônio histórico do município.
"Trabalhar em um primeiro momento a população para que ela conheça suas riquezas patrimoniais e históricas e passem a manter vivo seu passado. Tem muita gente que desconhece e não sabe a história de alguns prédios importantes para a nossa cidade", disse Terezinha Amorim.
Ela lembra que o projeto tem três grandes linhas de ações. A primeira será a qualificação e capacitação de 25 artesãos que vão se tornar especialistas na produção das miniaturas dos prédios históricos de Santarém. Para estes profissionais serão oferecidas cinco oficinas com artesãos de Santarém e Belém. Todo material produzido em grande escala será comercializado para a população e, principalmente para os turistas.
"Mais que uma lembrancinha, o souvenir retratará um pouco da nossa história", completou.
Outro ponto relevante dessas ações será a colocação de placas indicativas na frente dos monumentos históricos do município contando uma sintase do passado desses prédios, sua história e importância para o município. A última grande ação do projeto será o lançamento da revista "Patrimônio Histórico e Arquitetônico de Santarém", cujo conteúdo trará um levantamento detalhado dos principais monumentos históricos de Santarém.
"Não apenas os prédios que são mais conhecidos, mas também os prédios que estão sendo descaracterizado e demolidos constarão neste le-vantamento. A previsão é que a revista seja lançada durante a programação de aniversário da cidade", contou a professora.
Na ocasião, a professora Terezinha Amorim lembrou que a falta de uma lei municipal que garanta o tombamento histórico dificulta a preservação desses monumentos. "O problema mais grave é na descaracterização da originalidade desses prédios. É aí que tem que haver um trabalho de conscientização de toda a sociedade para que todos passem a valorizar esses prédios", disse.
Em Santarém, apesar do grande número de prédios históricos nenhum é tombado pelo patrimônio histórico. Três prédios estão em processo de tombamento: Igreja da Matriz, prédio mais antigo de Santarém, Museu João Fona e Solar do Barão de Santarém.
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