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PF combate tráfico de ecstasy no Pará e Amapá

PF combate tráfico de ecstasy no Pará e Amapá

Redação / Web Amazônia
Por: Redação / Web Amazônia
17/04/2007 às 10h20 Atualizada em 08/05/2011 às 22h16
Os Estados do Pará e Amapá são alvo da 'Operação 42 graus' deflagrada na manhã desta terça-feira(17) pela Polícia Federal dos dois Estados. Ao todo foram cumpridos 14 mandados de prisão preventiva e 11 de busca e apreensão desarticulando uma organização criminosa especializada em tráfico de drogas sintéticas, especialmente ecstasy.

As investigações começaram há 6 meses, após denúncia de familiares de um freqüentador de festas rave. Durante esse período, os policiais federais interceptaram e apreenderam 628 comprimidos de ecstasy que estavam sendo enviados de Belém para Macapá. Foi a primeira apreensão desse tipo de droga, sendo também a maior feita pela Polícia Federal do Amapá. As investigações mostraram que a quadrilha remetia a droga por Sedex de Belém para Macapá, onde seriam vendidos nas festas raves da cidade.

O principal fornecedor da droga para o Estado do Amapá contava
com uma ampla rede de distribuição que incluía familiares, entre eles a mãe, a esposa e até a amante, além de amigos. A confiança e a interação entre os membros da quadrilha era tanta que permitia que a droga fosse entregue para distribuição e o pagamento, por parte dos distribuidores, fosse realizado após a venda ao usuário, caracterizando uma verdadeira consignação da droga.

Cada comprimido de ecstasy era comprado em Belém, pelo fornecedor principal, em média por R$5,00, e vendido nas raves de Macapá(AP), após passar pelos intermediários, por até R$40,00. A Polícia Federal estima que a organização criminosa tenha comercializado aproximadamente 4 mil comprimidos de ecstasy na cidade de Macapá (AP), além de traficar também, eventualmente, cocaína e LSD.

Os presos, cujos nomes e respectiva participação na organização criminosa serão divulgados pela Polícia Federal posteriormente, vão ser encaminhados à penitenciária de Macapá/AP, onde ficarão à disposição da Justiça.

Ecstasy- O ecstasy é muito consumido por freqüentadores de festas raves, principalmente jovens das classes sociais mais elevadas. Trata-se de uma anfetamina estimulante do sistema nervoso central que faz com que o usuário fique excitado executando intensas atividades físicas. O cansaço só se manifesta depois que a droga é eliminada do organismo. A droga provoca, dentre outros efeitos, euforia, desinibição, ansiedade e intensa sensação de sociabilidade.

Depois de ingerido o ecstasy começa a fazer efeito após 30 minutos, em
média, dependendo do organismo de cada usuário. Além de psíquicos, causa efeitos físicos tais como aumento da pressão arterial, aceleração dos batimentos cardíacos, diminuição do apetite, dilatação das pupilas (a
vista fica sensível à luz, por isso muitos usam óculos escuros) e boca
seca. O metabolismo se torna acelerado causando o aumento da temperatura corporal, que pode chegar aos 42 graus (daí o nome da operação), levando o usuário a sentir necessidade de beber grande quantidade de água podendo até causar a morte.

O tráfico de ecstasy não é realizado em morros, favelas ou pontes. Ocorre
em festas particulares promovidas e freqüentadas por jovens com alto poder aquisitivo e bom nível cultural. Informações obtidas pelos Policiais Federais dão conta da presença, nessas festas raves, de adolescentes e, até mesmo de crianças na faixa de 14 anos. As raves acontecem em 'terrenos' situados nas imediações da capital amapaense.



Redação online com informações da Polícia Federal do Amapá
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