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Governo dará destino a 1 milhão de hectares no Pará

Governo dará destino a 1 milhão de hectares no Pará

Redação / Web Amazônia
Por: Redação / Web Amazônia
16/02/2009 às 18h59 Atualizada em 08/05/2011 às 22h16


O governo do Pará vai decidir amanhã qual será o destino de uma área de 1,3 milhão de hectares no oeste paraense. A área é rica em minérios - ouro e bauxita - e apresenta floresta praticamente intocada. Estão interessados nessa área mineradoras, madeireiros, grileiros, índios e 105 comunidades ribeirinhas.

Segundo informações do jornal Folha de S. Paulo, a governadora Ana Júlia Carepa deve criar uma área de concessão florestal e uma estação ecológica. O estado também deve beneficiar os ribeirinhos da região e não interferir na área pretendida pelos índios.

Segundo o presidente do Instituto de Terras do Pará (Iterpa), Heder Benatti, em entrevista à Folha, o principal conflito na região é entre madeireiros e as comunidades locais. Mm 2007 um líder indígena foi sequestrado por denunciar invasões de madeireiros. Benatti acredita que cinco cooperativas de madeireiros da região devem ser expulsas, mas existem outros madeireiros em lotes que dificilmente serão retirados.

Mineração - Com a regularização da região, os moradores e comunidades locais passarão a receber royalties pagos pelas mineradoras, e vão poder pedir indenizações caso sintam-se prejudicados pela atividade de mineração.

Praticamente toda a região já foi requisitada no Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) para lavra ou pesquisa mineral. A Companhia Vale do Rio Doce, por exemplo, tem 21 autorizações para pesquisa nas glebas da região, e a mineradora Alcoa já trabalha na construção de uma mina de bauxita.
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