Por: Redação / Web Amazônia
23/02/2009 às 11h30 Atualizada em 08/05/2011 às 22h16
O comportamento permissivo e o uso excessivo de álcool e drogas são a combinação perfeita para o sexo sem proteção no carnaval. O cenário é ainda mais perigoso para as mulheres, aponta Maria Helena Vilela, diretora do Instituto Kaplan, especializado em sexualidade humana. Segundo a especialista, o próprio corpo feminino facilita o desenvolvimento de infecções.
“As mulheres são mais vulneráveis tanto ao contágio de doenças, quanto à gravidez. Ela tem muito mais possibilidade de infecção do que o homem porque o aparelho genital interno favorece isso”, alerta Vilela. Além dos fatores fisiológicos, há também as barreiras culturais. A não-popularização da camisinha feminina, por exemplo, torna as mulheres ainda mais vulneráveis na hora de exigir o uso do preservativo.
“A camisinha feminina é muito nova, muita gente nunca nem viu. Ela ainda tem uma anatomia de difícil colocação, agora saíram modelos mais novos que simplificaram e a gente espera que facilite o uso. A mulher seria mais independente porque nem precisaria negociar com o parceiro, ela mesma se encarregaria da proteção”, aponta a especialista.
De acordo com Maria Helena, o uso de álcool e de drogas, comuns durante o carnaval, são dois fatores que contribuem para o sexo sem proteção e o conseqüente contágio por doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). (Fonte: ABr)
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