Por: Redação / Web Amazônia
23/02/2009 às 15h49 Atualizada em 08/05/2011 às 22h16
Humberto L. de O., agente federal lotado na Delegacia de Polícia Federal de Altamira, foi preso nesta segunda-feira, acusado de agressão. De acordo com informações fornecidas pela polícia daquele município, o agente da PF, teria agredido com um soco o médico Fabiano C. Ainda de acordo com essas informações, o motivo da agressão teria sido ciúmes.
A polícia disse ainda que após as festas do domingo de carnaval, Humberto foi até uma lanchonete com a namorada. No local, Fabiano teria assediado a namorada de Humberto e este teria reagido com a agressão. A Polícia Militar foi acionada e precisou intervir na briga.
De acordo com testemunhas, Humberto parecia estar embriagado. No momento da prisão, o agente ameaçou um vereador do município - irmão da vítima-, além de ter desacatado os policiais. 'Ele disse que era policial federal e não poderia ser preso, resistindo à prisão', contou o delegado Luiz Nicácio, da Superintendência Regional do Xingu. Ele também teria ameaçado as pessoas que estavam na lanchonete com uma pistola. A arma de fogo foi apreendida pela Polícia Civil.
O médico agredido está internado no Hospital Regional da Transamazônica, em Altamira. Ele já foi submetido ao exame de corpo de delito e deve passar por uma cirurgia ainda hoje, pois teve ossos da face fraturados. O delegado Luiz Nicácio informou que vai solicitar o exame toxicológico de Humberto, para verificar se o agente estava embriagado.
O agente federal está preso na Superintendência Regional do Xingu à disposição da Justiça. Ele vai responder por lesão corporal grave, ameaça e desacato. Humberto deve ser transferido em breve, pois tem curso superior. 'Não temos cela especial para estes casos aqui em Altamira. Por isso, aguardamos a disponibilização de uma vaga pela Susipe', disse o delegado Nicácio.
De acordo com o delegado da Polícia Federal Jorge Eduardo, o procedimento administrativo disciplinar já tem autorização para ser instaurado. 'A PF aguarda apenas a conclusão da confecção do auto de flagrante da Polícia Civil, para com base nas informações do TCO, abrir o procedimento, que pode ou não culminar com o afastamento do servidor', explicou o delegado. (Com informações do Portal ORM)
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