Por: Redação / Web Amazônia
24/02/2009 às 12h26 Atualizada em 08/05/2011 às 22h16
A infecção hospitalar ameaça os pacientes dos hospitais do Pará. Ano passado, 7.323 pacientes contraíram o mal no Pará, uma média de 20 por dia. Desse total, 2,7% morreram, num total de 198 óbitos. Os números - quando comparados com os de 2007 - mostram um aumento em 60 mortes, uma vez que, no ano retrasado, faleceram 138 pessoas. Isso representa, na ponta do lápis, um aumento de 30% em óbitos causados pela ameça invisível da infecção hospitalar.
Os índices oficiais, divulgados pelo Departamento de Vigilância Sanitária da Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sespa), apontam incidência de 1,95% de infecção hospitalar sobre a média de 360 mil internações por ano. O mais grave é que esses números estão muito abaixo da realidade, por causa das subnotificações, da falta de informações prestadas por muitos hospitais e de uma fiscalização insuficiente pelos órgãos de vigilância sanitária, regulados pelas normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Para se ter uma ideia, dos 290 hospitais do Pará, somente 169 implantaram a Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH), número que representa pouco mais da metade (58,2%) dos hospitais paraenses. Mas o dado não é animador, porque menos da metade presta informações. Em 19% desses hospitais que contam com as CCIH, elas só existem no papel. São 32 comissões que não prestam nenhum tipo de informação ao Estado ou à Anvisa, e, portanto, colocam em risco as vidas dos pacientes. (Portal ORM)
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