Por: Redação / Web Amazônia
03/03/2009 às 13h00 Atualizada em 08/05/2011 às 22h16
Comentário do jornalista Dayan Serique sobre o post "Estamos e vamos continuar unidos por Santarém!"
Tive a oportunidade de presenciar um fato histórico, que de certo, não poderia guardar somente para mim, devido sua relevância política e histórica.
Em se tratando de política santarena, onde de tudo acontece, onde pessoas se vendem, cargos se dividem e consciências se corrompem, um educado e sonoro NÃO fez essa viciosa história destoar, principalmente pelos agentes políticos envolvidos.
Há alguns dias atrás o PMDB teve a oportunidade de ter uma candidatura sólida e expressiva através do professor e advogado Helenilson Pontes, mas por receio de ascensão de Helenilson, a cúpula do PMDB preferiu indicar outro nome, na chapa composta até então tendo o PT como vice.
Helenilson se sentindo preterido pela cúpula do PMDB se licenciou do partido e orquestrou a ida de Nélio Aguiar para ser vice de Alexandre Von, dando assim, um duro golpe nos planos do PMDB e PT que contavam como certa a vinda de Helenilson e Nélio por gravidade.
Com as últimas mudanças eleitorais provocadas pela assessoria jurídica do PT, o Partido dos Trabalhadores passou a ter outra postura e exigiu a cabeça de chapa, e o já frágil compromisso com o PMDB ruiu, chegando ao extremo de ser negado até a vice em determinado momento, manobra da velha raposa do PDT Osmando Figueiredo.
Com o pé na bunda recebido e ter ficado isolado, o PMDB mais que depressa, tentou dar o troco no PT tentando lançar candidatura própria e para isso, correram atrás de um nome de credibilidade e chegaram a Helenilson Pontes, que foi convidado para ser candidato a prefeito pelo PMDB, mas de forma educada, porém com gostinho de vitória, por ver ali naquele momento a cúpula do PMDB reconhecer sua liderança política e admitir que o melhor nome era o seu para ser o representante do PMDB nesta eleição.
Diante de tão sedutora proposta, Helenilson Pontes fez o que poucos políticos faria, renunciou o interesse pessoal a manteve a sua palavra empenhada de compromisso com Nélio Aguiar e consequentemente com Alexandre Von, fazendo com que não restassem mais alternativas ao PMDB a não ser de correr atrás e implorasse para ser vice do PT. O casamento do PT com PMDB não foi selado pelo amor como querem transmitir os caciques das legendas, mas pela dor e jogo de interesses.
Já Helenilson Pontes, que poderia ser o primeiro arigó a se candidatar a prefeito, abriu mão dessa possibilidade, por acreditar que política se faz com dignidade e não a busca do poder a qualquer preço.
Dayan Serique - www.faroldotapajos.blogspot.com
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