Por: Redação / Web Amazônia
18/05/2007 às 18h03 Atualizada em 08/05/2011 às 22h16
Fonte: Amazonia.org.br
Renata Gaspar
A construtora Gautama, acusada de comandar o esquema de desvio de recursos de obras públicas que resultou na deflagração da Operação Navalha, da Polícia Federal, integrava um dos consórcios interessados em disputar as licitações das usinas do Rio Madeira.
A disputa pelas usinas de Jirau e Santo Antônio, em Rondônia, promete ser acirrada em caso de emissão da licença ambiental pelo Ibama. Gigantes como as empreiteiras Camargo Corrêa e Odebrecht, que, junto com a estatal Furnas, realizou os Estudos de Impacto Ambiental das obras, lideram dois dos grupos interessados. O consórcio formado pela Gautama conta com a participação da PLP Consultoria e Noronha Advogados, Impsa, empresa argentina de equipamentos, o conglomerado chinês CTIC, Schahin e Alusa.
Segundo as investigações da Operação Navalha, a Gautama contava com importante intermediário dentro do Ministério de Minas e Energia (MME) para atuar em seu favor nos processos de concorrência e liberação de recursos. Preso ontem pela Polícia Federal, Ivo Almeida Costa, já havia trabalhado na Eletronorte antes de se tornar assessor do MME e possuía grande experiência no setor energético, especialmente na região amazônica.
Segundo as últimas estimativas divulgadas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o valor necessário para a viabilização do complexo seria da ordem de R$ 25,7 bilhões. Juntas, Jirau e Santo Antônio teriam a metade da potência instalada de Itaipu.
Irregularidades
Nove obras da empresa, distribuídas em seis estados, estão paralizadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) devido a suspeitas de irregularidades. O valor dos contratos da atinge o montante de R$ 483 milhões. Os problemas apontados vão desde indícios de indícios de supefaturamentos até fraudes em processos de licitação e conluio entre empresas.
Apesar das irregularidades apontadas pelo Tribunal, obra tocada pela empresa em Maceió recebeu o aporte de R$ 70 milhões destinados pelo presidente Lula em dezembro do ano passado. O pedido de liberação da verba foi feito pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).
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