Pé-de-Pincha completa dez anos de preservação dos quelônios da Amazônia
Pé-de-Pincha completa dez anos de preservação dos quelônios da Amazônia
Por: Redação / Web Amazônia
23/03/2009 às 14h28Atualizada em 08/05/2011 às 22h16
Criado em 1999 por moradores do município de Terra Santa, no Oeste paraense, a preservação de quelônios da Amazônia através do projeto Pé-de-Pincha ganhou força e parceiros ao longo do tempo. Nos municípios de Oriximiná e Terra Santa, o projeto é desenvolvido com o apoio da Mineração Rio do Norte (MRN), Universidade Federal doAmazonas (Ufam), Ibama e as prefeituras das cidades.
Em dez anos de história, mais de 800 mil filhotes de tracajá, pitiú e tartaruga da Amazônia já foram devolvidos à natureza. Este ano não foi diferente. Durante o mês de março, mais de cinco mil filhotes de quelônios foram soltos nos rios da região. Atualmente, 86 comunidades do Pará e Amazonas participam do projeto.
A participação dos comunitários é fundamental para o desenvolvimento do projeto. O Pé-de-Pincha trabalha com o envolvimento de produtores rurais, lideranças comunitárias e escolas da rede municipal de ensino. São as próprias comunidades que indicam os agentes ambientais voluntários. Essas pessoas são treinadas para liderar o manejo dos quelônios em cada comunidade. "Sem esses apoios o trabalho não poderia ser realizado. Dependemos de nossos voluntários e dos recursos dessas instituições",avalia uma das coordenadoras do projeto, a professora da Ufam, Sandra Helena Azevedo.
O manejo dos quelônios envolve diversos procedimentos que garantem o nascimento do maior número possível de filhotes. Além de nascer em segurança, eles são protegidos até que o casco fique duro e resista aos principais predadores (aves, peixes e jacarés). Os números mostram a importância do projeto. "A estimativa de sobrevivência dos filhotes de quelônios sem o apoio do Pé-de-Pincha é de 1%. Após o nosso acompanhamento, esse número sobe para 40%", garante Sandra.
Além de proteger os ninhos nos locais de desova, coletar os ovos, acompanhar a eclosão e soltar os filhotes na natureza, através do Pé-de-Pincha são realizadas atividades de educação ambiental, cursos sobre alternativas de geração de renda e formação de lideranças ambientais e ministra. "Realizamos diversas atividades educacionais com as comunidades participantes do projeto. Os comunitários já sabem que, se não preservar, o futuro dos quelônios da região será incerto", explica a professora.
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