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Sistemas agroflorestais geram renda e diversificam produção do Oeste paraense

Sistemas agroflorestais geram renda e diversificam produção do Oeste paraense

Redação / Web Amazônia
Por: Redação / Web Amazônia
26/03/2009 às 09h31 Atualizada em 08/05/2011 às 22h16
Trabalhar adequadamente a terra para dela obter uma fonte de renda. Essa é a premissa que rege alguns comunitários do Oeste paraense, que trabalham com a implantação de sistemas agroflorestais, os SAF’s. Através do plantio de espécies frutíferas e florestais em áreas já cultivadas anteriormente – na maioria das vezes com mandioca -, o solo é reaproveitado com o uso combinado de culturas de ciclo curto, médio e longo.

Desenvolvido desde 2004 pela Mineração Rio do Norte (MRN), o projeto teve como parceiro inicial o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e conta desde 2006 com a coordenação técnica da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-PA). “É importante que os produtores da região diversifiquem sua produção, prolongando a vida útil daquela área que já foi alterada. O trabalho com culturas de diferentes ciclos, além de melhorar a qualidade de vida da geração atual, garante o atendimento das necessidades das gerações futuras”, explica o gerente de Relações Comunitárias da MRN, José Haroldo de Paula.

Até o ano passado, eram beneficiadas cerca de 70 famílias das comunidades Boa Nova e Saracá, localizadas no lago Sapucuá, em Oriximiná. Nesse ano, as comunidades Casinha e Castanhal passam a integrar o projeto. Em março, mais de 20 agricultores dessas duas localidades plantaram cerca de oito mil mudas de espécies frutíferas - como o mamão, a laranja e o abacate -, e espécies de madeira de lei - como o cedro, pau’darco e andiroba. Em Boa Nova e Saracá foram replantadas 1,4 mil mudas neste mês. Os produtores também recebem da MRN ferramentas e insumos.

Além do plantio das mudas, são ensinadas maneiras de aproveitar melhor a produção, com o olho no mercado. Uma dessas alternativas é o processamento das frutas, que podem ser transformadas em produtos de maior valor comercial, como licores, doces, bombons, geléias e compotas.

Com esse objetivo, mais de vinte produtores do Sapucuá participaram em março do curso de Processamento de Frutas, ministrado pela Emater-PA. Assim, eles poderão processar os primeiros frutos das 23 mil mudas plantadas nos anos iniciais do projeto. “Uma preocupação nossa é para que haja a verticalização da produção, que gera maior valor agregado e, consequentemente, maior renda para os agricultores”, explica o engenheiro agrônomo da Emater, Aluísio Santos.
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