Por: Redação / Web Amazônia
28/03/2009 às 12h18 Atualizada em 08/05/2011 às 22h16
Bruna Jaqueline
O prefeito José Maria Tapajós acompanhado de secretários de governo e mais membros da Defesa Civil do município, decretou, nesta sexta-feira, Estado de Emergência em Santarém. O motivo foi a situação em que se encontra vários bairros da cidade neste período de intensas chuvas. Várias famílias estão desabrigadas e agora o Poder Executivo trabalha para garantir auxilio aos moradores das áreas mais afetadas pela cheia.
De acordo com o prefeito, o município de Santarém passa por um momento muito difícil com as fortes chuvas. "Já vivemos isso em 2005 com a grande seca e em 2006 com a maior cheia. Agora, infelizmente este ano nos deparamos com a possibilidade de uma cheia ainda maior", disse Tapajós decretando em Estado de Emergência para que o município tenha condições de buscar ajuda junto ao governo federal e governo do estado para minimizar essa situação das famílias que hoje sem encontram em situação de risco. Os casos mais graves são verificados nos bairros do Ururará, Santo André, Mapiri, Jardim Santarém e Aeroporto Velho. No entanto, vários pontos da cidade estão em situação crítica.
A situação se agrava cada vez mais pelo grande o volume de chuva que cai no município. A falta de infraestrutura da cidade também contribui para que muitas famílias sofram neste período. "Nós temos mais de 800 km de rua, nem 30% delas são asfaltada, nem tem drenagem, então com isso a água não drena e o solo não absorve a água e causa inundações", disse a secretária Alba Valéria, lembrando que esses problemas são comuns na região e Santarém, por falta dessa carência de infraestrutura adequada, sofre durante o inverno rigoroso.
"Nós estendemos que essa não é uma situação que aconteceu agora, mas há vários anos. Santarém é uma cidade com 354 anos que possui mais de 400 mil habitantes, então é uma situação que não se resolve do dia pra noite, mas com um bom admi-nistrador público e com o apoio da União nós venceremos esses obstáculos e daremos a todas essas famílias melhores condições de moradia e dignidade de vida", disse emocionada a secretária.
De acordo com ela, o município tem atualmente 30 famílias desalojadas. A Prefeitura alugou casas para abrigar algumas pessoas, mas o número de desabrigados deve aumentar ainda mais.
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