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CONJUS participa de seminário na África

CONJUS participa de seminário na África

Redação / Web Amazônia
Por: Redação / Web Amazônia
13/04/2009 às 17h36 Atualizada em 08/05/2011 às 22h16
De Juruti para a África do Sul. Dois integrantes do Conselho Juruti Sustentável (CONJUS) foram para Joanesburgo, a maior cidade da África do Sul, para participar do encontro “Direitos, Riscos e Responsabilidade”, realizado no período de 30 de Março a 3 de Abril. Cerca de 30 pessoas de instituições de 10 países, entre eles Reino Unido, Nigéria, Estados Unidos e Brasil, reuniram-se para avaliar experiências de relacionamento entre comunidades e empresas mineradoras.

O encontro “Direitos, Riscos e Responsabilidade” foi promovido pela London School of Economics and Political Science, universidade da Inglaterra dedicada à economia e à ciência política; CommDev, organização ligada à corporação financeira internacional; e a organização não-governamental Business Community Synergies, em parceria com a Fundação Alcoa.

O CONJUS foi representado por José Neto Vieira, Coordenador Geral do CONJUS e Presidente do Movimento 100% Juruti; e Gustavo Hamoy, também membro do Conselho e Presidente da Associação Comercial e Empresarial de Juruti (Acej). Viviane Penna, Analista de Relações Comunitárias da Alcoa, também participou do evento em Joanesburgo.

Além do CONJUS, outras experiências também foram selecionadas, como o Instituto Africano para Governança da Energia, da Uganda; a Fundação para Desenvolvimento Comunitário, de Burkina Faso; e Pró-Natura, da Nigéria. “Foi um fato muito positivo esse reconhecimento internacional do CONJUS como uma iniciativa inovadora, do ponto de vista de agregar comunidades e empresas, olhando a sustentabilidade do seu território”, avalia Fábio Abdala, consultor de Sustentabilidade e Projetos Sociais da Alcoa e representante da empresa no CONJUS.

“Foi uma experiência muito boa ter saído de Juruti para outro continente, de conhecer outros programas de mineração. As mais antigas mineradoras de lá, com cem anos ou mais, sempre trabalharam em regime de exploração. A maioria das empresas não se acha no direito de contribuir com a questão social devido o histórico da região. E aqui, nós funcionamos totalmente ao contrário”, reforça José Neto Vieira, do Movimento 100% Juruti.

Segundo ele, a apresentação do CONJUS chamou a atenção dos participantes e muitos demonstraram interesse em aderir modelo semelhante ao de Juruti em suas respectivas localidades. “Esta experiência de apresentar o CONJUS num fórum internacional foi um termômetro para medir nosso trabalho, para saber em que pé está essa parceria. E, com esse contato que fizemos com outras pessoas, a gente tem a certeza de que estamos no caminho certo”, comenta Neto Vieira.

Gustavo Hamoy revela que ao conhecer as experiências de outros países, observou que as atuais condições de Juruti são excelentes e acima da média dos resultados demonstrados no evento. “A legislação do nosso país nos dá mais liberdade o que a de outros países participantes. Sobre a abertura das grandes empresas com as comunidades, estamos bastante evoluídos nesse quesito”. O representante da Acej no CONJUS também destaca o ineditismo do Conselho no mundo. “O CONJUS é uma experiência inédita em nível mundial porque envolve o Poder Público, entidades civis organizadas e empresas. Apresentamos nosso método de trabalho e todos ficaram bastante motivados em copiar esse nosso modelo de sucesso”.

A proposta do Encontro “Direitos, Riscos e Responsabilidade” foi discutir com as organizações civis como explorar conjuntamente, entre sociedade civil e empresas, os potenciais de colaboração para a sustentabilidade nos seus territórios de atuação. “No caso da participação do Conselho, foi estudada uma proposta de como o CONJUS pode desenvolver junto com a Mina de Juruti um relacionamento positivo, no sentido de criar condições de sustentabilidade para a cidade. Em particular, esse treinamento está voltado para o fortalecimento da sociedade civil”, conclui Fábio Abdala, da Alcoa.
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