Por: Redação / Web Amazônia
14/04/2009 às 14h15 Atualizada em 08/05/2011 às 22h16
Inaugurados em 1966, na gestão do ex-prefeito Everaldo Martins, dois importantes mercados de Santarém foram esquecidos pelo Poder Público. Há 40 anos esses logradouros estavam abandonados e somente agora na atual administração receberam atenção especial e passam por um processo de revitalização.
Em 2008 firmou-se um convênio entre a Prefeitura de Santarém, através da Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento (SEMAB) e o Governo Federal e Eatadual (SEPAq), que dispôs uma verba de aproximadamente R$ 2 milhões para a reforma dos Mercados Modelo e Municipal.
A administração atual deu início, no ano passado, ao projeto de revitalização dos logradouros, o que continua acontecendo.
Segundo o secretário de Agricultura, Osmando Figueiredo, o projeto visa a construção de boxes padronizados construídos em alvenaria com portas de rolos, além de uma nova fachada e praça de alimentação. Os setores são divididos de acordo com suas especialidades. Segundo ele, o objetivo é dotar os logradouros com estrutura e segurança, evitando transtornos para os consumidores e visitantes. Criando ainda um espaço para os camelôs.
Atendendo ao pedido do permissionário senhor Portela, o projeto de revitalização foi revisto e será construída também uma passarela de ligação entre o mercado e a orla.
De acordo com engenheiro Lauro Silva, alguns contratempos aconteceram ocasionando atraso no andamento das obras. Há vários problemas na infra-estrutura dos prédios, pois são bem antigos e a reforma tem que ser cautelosa.
As instalações elétricas e as hidráulicas estão bastante comprometidas, assim como o sistema de captação de água que já teve que ser modificado por três vezes. A estrutura das colunas não é compatível com a reforma, assim houve a necessidade de se construir novas colunas para dar continuidade ao trabalho.
O problema mais preocupante é o remanejamento dos permissionários das lojas entorno do mercado. Eles estão passando por um processo de revezamento sendo transferidos aos poucos, de quatro em quatro, para outros locais adequados. Alguns trabalhadores oferecem resistência à saída, o que acaba atrapalhando todo andamento da obra, sendo mais um motivo de atraso para o fim da reforma.
O período chuvoso também vem atrapalhando bastante o trabalho dos operários da obra.
O responsável pela Divisão de Engenharia, Francisco Frota, disse que, apesar dos inúmeros fatores que contribuem para o atraso das obras, como o remanejamento dos permissionários para locais próximos ao mercado e o índice elevado dos lençóis freáticos sob a obra, os serviços continuam sendo executados com eficiência tendo em vista a grandiosidade do projeto.
Os recursos para a obra até o termino final estão depositados em conta da PMS, o que assegura a sua conclusão.
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