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Representantes de Juruti serão capacitados para desenvolver projetos sustentáveis

Representantes de Juruti serão capacitados para desenvolver projetos sustentáveis

Redação / Web Amazônia
Por: Redação / Web Amazônia
15/04/2009 às 13h22 Atualizada em 08/05/2011 às 22h16
Quarenta representantes de organizações públicas e da sociedade civil de Juruti terão a oportunidade de se tornar agentes de sustentabilidade nos próximos meses. Eles serão capacitados para desenvolver suas habilidades para a elaboração de projetos sustentáveis, alinhando conhecimento econômico à responsabilidade social e ambiental. É a criação da Escola Juruti de Sustentabilidade, que será inaugurada no próximo dia 15 de Abril no município, pelo Instituto Peabiru, Alcoa, Instituto Alcoa e Fundação Alcoa.

A Escola Juruti de Sustentabilidade vai dispor de diversos mecanismos de aprendizado, como aulas teóricas e práticas, pesquisas, capacitações, assistência técnica e noções de micro financiamento. Os projetos dos alunos receberão auxílio de especialistas para estimular a competitividade na busca por financiamentos. O primeiro programa será a Formação de Agentes de Sustentabilidade de Juruti, cuja duração será de um ano.

A proposta do programa surgiu da necessidade de melhor qualificar os projetos de cunho social e ambiental, já que muitos deles são elaborados sem especificar suas necessidades e de que modo visam a sustentabilidade da gestão. Ao longo de 2008, a empresa desenhou o programa com parceiros locais e, em Novembro, aprovou a proposta do Instituto Peabiru, entidade que desde 2004 trabalha principalmente no treinamento de associações de moradores e produtores de comunidades tradicionais da Amazônia, no valor de R$315,6 mil.

O diretor geral do Instituto, o qual irá coordenar o curso, João Meirelles, conta que o desejo da instituição converge com este programa solicitado pela Alcoa para Juruti. “O projeto do curso de agentes de sustentabilidade vai criar uma nova cultura de sustentabilidade no município. Daí pode surgir uma nova forma de relacionamento entre os diversos atores locais, baseado no fortalecimento das instituições”, explica.

“A expectativa é contribuir de forma significativa para o desenvolvimento do município”, afirma o coordenador da Escola Juruti de Sustentabilidade e diretor adjunto do Instituto Peabiru, Rui Martins. “Buscamos formar uma comunidade de planejadores, de pessoas integradas, de convivência harmoniosa entre cidadãos, e que isso desenvolva uma massa crítica de planejadores que pensam a sustentabilidade”.

Várias reuniões foram realizadas em Juruti para apresentar a proposta da Escola de Sustentabilidade a representantes de órgãos públicos, escolas, associações comunitárias, sindicatos, entre outras organizações civis. Gustavo Hamoy, presidente da Associação Comercial e Empresarial de Juruti (Acej), participou de uma das apresentações e diz que a instituição vai elaborar um projeto de captação de recursos. “Esse projeto é de extrema importância. O Instituto Peabiru vai ser parceiro nessa capacitação que a Alcoa está trazendo para as instituições captarem recursos para o município”, afirma.

Segundo Mauricio Macedo, Gerente de Sustentabilidade e Assuntos Institucionais da Alcoa Mina de Juruti, a proposta do programa surgiu da necessidade de apoiar projetos de cunho social e ambiental. “Muitos projetos são apresentados, entretanto não é especificado claramente as suas necessidades e nem de que modo visam a sustentabilidade da gestão. Daí, a importância da capacitação”, declara. A Escola recebeu centenas de inscrições e, atualmente, está na fase de seleção dos 40 primeiros alunos. A aula inaugural será em Abril.

Fases da capacitação
O curso está dividido em cinco etapas:
1 – Mobilização de Recursos:
Os principais objetivos desta fase são compreender as Políticas de Cidadania; aprender a diagnosticar a situação da organização e o plano estratégico de mobilização de recursos e aprender a elaborar projetos sociais.

2 – Gestão de Recursos e Uso da Informática:
Nesta fase, os participantes serão treinados para usar ferramentas de informática e internet para efetuar pesquisas, localizar fontes de financiamento, usar programas e serviços online, criar sites e outras ferramentas.

3 – Gestão de Organizações Civis:
Na terceira etapa, o foco será no desenvolvimento de controles internos da organização e no treinamento e assistência técnica na área de gerenciamento administrativo e financeiro.

4 – Gestão Pública Municipal:
Coordenada pela ONG da Oficina Municipal, uma associação sem fins lucrativos fundada em 2002, com experiência na área de gestão de bem comum municipal, esta fase será focada na Formulação e Gestão de Políticas Públicas Municipais e na Gestão Financeira e Captação de Recursos.

5 – Trabalho de Conclusão de Curso:
Cada participante irá apresentar um projeto de conclusão de curso. Uma comissão será formada para avaliar e premiar os três melhores trabalhos e indicar a melhor maneira de financiá-los.

Opções de financiamento
Uma das opções de financiamento para os projetos elaborados em Juruti é o Fundo Juruti Sustentável (FUNJUS), que está sendo construído em Juruti com apoio da Alcoa, em parceria com o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio).

A proposta do Fundo é facilitar o acesso a recursos financeiros para projetos sociais, como a capacitação de pessoas e organizações; projetos econômicos, como o apoio à produção familiar; e projetos ambientais.

Uma primeira proposta de edital e linhas programáticas para o FUNJUS já foi apresentada. A Alcoa será a primeira depositária do Fundo, com um investimento inicial de R$ 500 mil, que poderão ser aplicados dentro de 12 meses a partir da seleção e assinatura de contratos com os projetos.
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