Por: Redação / Web Amazônia
27/02/2007 às 15h36 Atualizada em 08/05/2011 às 22h16
O deputado Cezar Colares (PSDB) defendeu nesta segunda-feira (26), a inclusão do Marajó nas ações previstas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), para receber investimentos em infra-estrutura, a exemplo de energia e de transportes.
A recomendação do deputado foi apresentada ao secretário de Integração Regional, André Farias, que detalhou o programa na Assembléia Legislativa. O PAC prevê a pavimentação das BRs 230 (Transamazônica) e 163 (Cuiabá-Santarém), a conclusão das eclusas de Tucuruí e a construção da usina hidrelétrica de Belomonte.
“Infelizmente, o Marajó não foi contemplado com recursos do PAC”, disse Colares, lembrando que a melhoria nesses setores (energia e transporte) é fundamental para incrementar o turismo na região. “E a indústria turística é uma das que mais gera emprega”, completou o parlamentar. Na semana passada, Cezar Colares protocolou na Casa, projeto de resolução criando a comissão para Assuntos do Marajó.
Da tribuna, o deputado lembrou que já existe um projeto do Ministério das Minas e Energia que irá levar energia de Tucuruí aos municípios de Portel, Breves e Melgaço. “Já foi feito inclusive os estudos topográficos”, ressaltou.
Colares argumentou que o dinheiro consumido com as usinas a diesel existentes no Marajó, inclusive com o subsídio para o seu funcionamento, é igual ao que se será gasto para implantar o sistema de energia gerado em Tucuruí. “E, além do mais, a energia de Tucuruí é mais segura e capaz de gerar a implantação de empreendimentos industriais que, necessariamente, precisa de uma melhor malha viária”, arrematou.
Por isso, continuou Colares, a melhoria dos transportes também é um fator importante para o desenvolvimento do Marajó. Segundo ele, não há malha viária que possa suportar o escoamento da produção agropecuária, “que poderia se incentivada com projetos direcionados para a vocação natural da região”. E mais: a falta de rodovias para interligar os municípios entre si e ao Estado condena a região ao mais completo isolamento.
Vale lembrar que, no ano passado, o parlamento paraense autorizou a contratação de empréstimo para a pavimentação de rodovias, uma ligando Cachoeira do Arari a Salvaterra e outra permitindo a ligação de Belém, por meio da Alça Viária, a Ponta de Pedras e, depois Cachoeira do Arari, Salvaterra e Soure.
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