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Pedido de cassação de prefeito é adiado

Pedido de cassação de prefeito é adiado

Redação / Web Amazônia
Por: Redação / Web Amazônia
12/06/2007 às 15h26 Atualizada em 08/05/2011 às 22h16
A população esteve em grande número na sessão dessa segunda-feira, 4, na Câmara de Vereadores e ali assistiram uma lamentável cena de troca de denúncias escabrosas de corrupção, apropriação de bens públicos, enriquecimento com uso de dinheiro público, e completa falta de decoro parlamentar.

O estopim foram duas denúncias protocoladas na quinta-feira passada, pelo vereador e ex-presidente da Câmara, Adécio Piran. Em um dos processos o vereador denuncia um forte esquema de corrupção com pagamento de propina, por parte do prefeito municipal Tony Fábio Gonçalves Rodrigues para alguns dos vereadores do município; entre eles foram citados o presidente da Câmara, Mauro César Bresciani, o popular "Rato" e o vice Ubiraci Soares, conhecido por "Macarrão", (sem partido); como beneficiados no esquema.

O fator agravante é que Adécio Piran admitiu publicamente que participou do esquema quando foi presidente da Casa, inclusive era quem realizava os pagamentos de propina aos vereadores na época. Tanto o dinheiro do esquema, quanto parte de acertos por ocasião das votações especiais. Piran disse ainda que os vereadores são pagos para se manterem na base de sustentação da administração de Tony Fábio.

Adécio Piran acusa Tony Fábio Gonçalves de estar enriquecendo com dinheiro do município. Seus bens, supostamente adquiridos com dinheiro público em nome de laranjas atingiram milhões depois que assumiu a prefeitura em janeiro de 2005. Atualmente, a população de Novo Progresso, tem conhecimento que o prefeito tem fazendas de gado, no município e no Crepurizão, Em apenas dois anos, Tony Fábio construiu uma mansão de quase 1500m2; comprou um avião monomotor, veículos novos, serrarias, carro de corrida... Piran indagou que "é muito patrimônio para uma pessoa que ganha somente R$ 6.000,00 mensais; ou ele acertou na mega-sena ou está saqueando os cofres públicos". Adécio Piran disse ter provas de todas as denuncias.

As centenas de pessoas que lotavam a Câmara de vereadores esperavam que a pauta da sessão da Câmara na segunda-feira, 4, fosse as denuncias contra o prefeito, porém foram surpreendidos com sete denuncias contra Adécio Piran. Os dois iniciaram um "bate boca", ambos acusando um ao outro de várias irregularidades. Piran, ficou revoltado e não aceitou que esses processos fossem colocados em pauta alegando que protocolou as denuncias contra o prefeito na quinta-feira, 31/5 e até aquele momento nada havia contra ele. Ele chegou a dizer que "Rato" estava usando o poder para manipular a sessão, a fim de evitar a CPI, que com certeza poderia levar ao seu afastamento, bem côo, do prefeito Tony Fábio.

"Eu não aceito presidente! O senhor deveria ter protocolado até quinta-feira, 31/5 as denúncias, e como eu pedi uma certidão na hora do fechamento quinta-feira, é impossível esses processos terem sido protocolados antes. É manobra, é manobra, o senhor está desrespeitando a nós vereadores e a todos os presentes" gritava o vereador, sob os aplausos do povo presente.

A população ficou revoltada e começou a se manifestar, o presidente, sentindo-se acuado suspendeu a sessão e saiu pela porta dos fundos sendo escoltado por dezenas de policiais militares; ao mesmo tempo, populares corriam atrás do vereador pelo estacionamento em direção ao portão, gritando pedindo moralização no legislativo.

Todos os processos ficaram para serem apreciados na sessão ordinária desta segunda-feira, 11.

Dia 06, o presidente da Câmara voltou dizer à nossa reportagem que nada poderá fazer com relação a seqüência dos processos por um motivo muito simples; "os 07 processos contra Piran, foram protocolados em horário anterior aos que ele protocolou. Mauro César disse ainda que se tivesse cedido às pressões e mudado a pauta, mesmo com aprovação do plenário e da população, o acatamento das denúncias poderia ser facilmente derrubado na justiça.

Fonte: Provincia do Tapajós/Édio Rosa
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