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SMT declara guerra aos mototaxistas clandestinos

SMT declara guerra aos mototaxistas clandestinos

Redação / Web Amazônia
Por: Redação / Web Amazônia
04/07/2009 às 12h00 Atualizada em 08/05/2011 às 22h16
Está declarada a guerra entre a Secretaria Municipal de Transporte (SMT) e os mototaxistas clandestinos. Desde o final do mês passado, agentes de trânsito estão agindo com rigor para coibir o serviço feito por pessoas não autorizadas pela Prefeitura. A ação da SMT gerou a reação violenta dos clandestinos, que partiram para o contraataque e realizaram protestos e buzinaço pelas ruas da cidade, gerando transtornos no trânsito. Os mototaxistas ilegais acusam os marronzinhos de perseguição e de aplicarem multas indevidas. Atendendo reivindicação dos mototáxis credenciados, a Secretaria de Transporte redobrou a fiscalização para retirar das ruas as pessoas que insistem em transportar passageiros sem amparo legal da lei municipal que criou o serviço em Santarém. A SMT afirma que o trabalho tem sido de orientação e nega qualquer tipo de perseguição ou represália aos clandestinos.

Os agentes de trânsito atuam, sobretudo, nos pontos onde esses mototaxistas se reúnem para apa-nharem passageiros. Num primeiro momento eles são orientados sobre a ilegalidade do serviço, se o condutor insistir e for flagrado novamente será autuado na forma da lei como determina o artigo 195 do Código de Trânsito Brasileiro. O impasse está criado.

"Não estamos aceitando o modo com que os agentes de transito vem nos abordar, pois mesmo quando não estamos rodando com passageiros eles vem na maior grosseira falar com a gente, isso não se faz, afinal de contas também temos o direito de pagar nossas contas", diz um dos clandestinos.

Para os legalizados o trabalho que a SMT está fazendo é encarado como uma solução e que tem como maior intuito coibir o serviço de mototáxis não credenciado na cidade, no qual a Secretaria vem trabalhando de forma incansável para diminuir cada vez mais a pra-tica dos clandestinos.

Os credenciados afirmam que a fiscalização é um ponto de luz para que a disputa desigual acabe no serviço. "A gente não tem nada a ver com a fiscalização que estão fazendo, nós estamos trabalhando normal, mas eles pensam que que-remos brigar e não é isso, a briga deles é com a prefeitura", disse Alexandre Gomes.

Protesto - Na manhã da última quarta-feira, alguns mototaxistas clandestinos interditaram a rua Afonso Pena cobrando providências do Poder Executivo para resolver o impasse entre a categoria e SMT. "Eles não chegam de forma educada e agora eles alegaram que se tiver até três motos eles já vão chegar multando, então eu acho que a primeira lei que eles estão infringindo é o direito de ir e vir", disse um mototaxista.

Baderna - Ainda na quarta-feira, um grupo de clandestinos provocou um quebra-quebra em frente ao Hospital Municipal. No ponto destinado aos credenciados, um mototaxista ilegal teria quebrado a placa indicativa, gerando revolta nos legalizados. A briga foi parar na delegacia de polícia com a prisão de duas pessoas.

"Foi outro mototáxi que quebrou a placa lá. Só estava passando. Eles seguraram o rapaz e nós (clandestinos) fomos ver o que estava acontecendo. Os policiais já chegaram prendendo todo mundo. Ninguém quebrou a placa não", explicou Natanael Pantoja, um dos rapazes presos.

Do lado de fora da delegacia, os motociclistas que exercem o serviço sem a devida autorização da SMT reclamaram das fiscalizações feitas pelos órgãos de trânsito.
"Nós entramos nessa manifestação justamente para resolver essa situação. Eles não podem chegar e multar a gente por nada, só porque estamos estacionados em um canto. A tenente Marnilza falou que se tiver de 5 motos paradas num lugar ela vai multar. Os clandestinos quebraram a placa porque estão revoltados com essa atitude", ressaltou o motociclista Edi Castro.
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