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Grupo de voluntários da MRN leva o mundo das palavras a adultos

Grupo de voluntários da MRN leva o mundo das palavras a adultos

Redação / Web Amazônia
Por: Redação / Web Amazônia
08/07/2009 às 18h23 Atualizada em 08/05/2011 às 22h16
O Pará detém o maior índice de analfabetismo do Brasil. São 579 mil jovens e adultos que não sabem ler nem escrever um bilhete simples com meia dúzia de palavras. Esse número representa 4,1% do total de brasileiros analfabetos, de acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) analisados pelo Ministério da Educação (MEC) no último Censo Escolar.

Essa realidade de muitos adultos que não foram alfabetizados, e que sentem a falta desse conhecimento, foi o ponto de partida para as atividades do projeto “Mãos que Ajudam - Voluntários Pela Educação”, iniciativa que faz parte do Programa de Voluntariado Empresarial (PVE), desenvolvido pela Mineração Rio do Norte (MRN) desde 2004.

O projeto conta, atualmente, com uma turma de 16 adultos que aceitaram o desafio de aprender a ler e escrever numa idade considerada avançada. Aos 43 anos de idade, o estivador Atenecir Silva é um dos alunos participantes do projeto. Ele trabalha há 20 anos em Porto Trombetas a serviço do Sindicato dos Estivadores de Oriximiná e a vontade de aprender é grande. “Não tive como aprender quando era criança e agora quero tentar aqui. Temos que aproveitar a oportunidade para crescer cada vez mais. Meu filho de 22 anos me diz que estou certo em querer estudar”, ressalta.

Formado por empregados da MRN e funcionários de empresas contratadas, o Programa de Voluntariado Empresarial baseia-se, de acordo com a política de Responsabilidade Social da MRN, em quatro pilares: Educação, Saúde e Segurança, Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. No projeto educacional, seis voluntários revezam-se na condução das aulas, encarando junto aos alunos a dupla jornada de trabalho.O administrador Jorge Nascimento, empregado da MRN, é um deles. Ele conta que a missão do grupo é levar aos alunos os primeiros passos da alfabetização. “Sempre tive vontade de trabalhar com a alfabetização de adultos, o que não é fácil, pois eles já têm opinião formada. O trabalho aqui é de pegar na mão e ajudar os alunos em cada letra”, explica.

A assistente administrativa Vivian Silva também é voluntária do projeto e garante que o envolvimento do grupo com o trabalho só tem aumentado. “É muito gratificante chegar aqui e ver que, mesmo cansados após o trabalho, eles vieram para a aula. Ficamos empolgados para fazer o trabalho, é um grande desafio, mas está valendo a pena”, ressalta Vivian. O projeto tem duração de um ano e ao todo oferece 20 vagas. As aulas são realizadas duas vezes por semana. A ideia é que, após o período de alfabetização, os participantes continuem os estudos nos cursos do Sesi oferecidos em Porto Trombetas.

Antes de se tornarem voluntários, os integrantes do projeto passaram por treinamento em voluntariado empresarial. “Através do programa é possível contribuir para a transformação de uma realidade. O voluntário só precisa estar disposto a doar um pouco do seu talento e do seu tempo. Não é preciso ser especialista, o que conta é a motivação solidária, o prazer de ajudar, de se sentir útil. A realização de um trabalho voluntário possibilita o exercício da cidadania e, acima de tudo, enriquece a relação humana, pois favorece o contato com diferentes pessoas, fortalecendo o trabalho em equipe”, explica o gerente de Relações Comunitárias da MRN, José Haroldo de Paula.
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