Por: Redação / Web Amazônia
29/07/2009 às 16h59 Atualizada em 08/05/2011 às 22h16
Operação Bajara, do Ibama prende 13 tartarugas gigantes da Amazônia (Podocnemis Expansa) e um tracajá (Podocnemis Unifilis) caçados no rio Tapajós. Os animais, alguns mortos, pesavam de um e meio a três quilos e eram caçados por espinhel (petrechos de caça que usam anzóis ligados a linhas sustentadas em longos barbantes de polímero) no entorno do Tabuleiro de Monte Cristo, em Aveiro/PA.
O Setor de Fauna da Gerência Executiva, Gerex do Ibama em Santarém levantou informações de que havia caça na região, tendo em vista que os animais estão no período de reprodução, que vai da segunda quinzena de julho até o final de agosto, e se aproxima o período de desova, que ocorre em novembro. Tabuleiros são localidades da região amazônica onde ocorre a desova de quelônios e o Ibama é o responsável pela segurança desses locais no período da desova até a eclosão dos filhotes. O maior tabuleiro do país é o de Monte Cristo, onde ocorre a maior produção de filhotes.
Dentro da Operação Bajara, os fiscais que fazem o patrulhamento dos rios amazônicos de competência da Gerex/STM, entre eles o Tapajós, recolheram 25 espinhéis que chegavam a 300 metros, na medida em que retiravam os petrechos do rio, encontravam os animais, alguns mortos. “Os que engolem os anzóis, geralmente morrem”, disse o analista ambiental do Ibama, Bruno Iespa, que acompanhou a ação.
Iguaria muito apreciada na Região Norte, as tartarugas gigantes do Amazônia são oferecidas como pratos sofisticados em restaurantes de Manaus, que adquirem os animais de criadores legalizados. Segundo Iespa, na região do tabuleiro, as tartarugas vivas são comercializadas por valores entre 30 e 50 reais, as mortas são consumidas pelos próprios caçadores.
O Ibama alerta que a caça de animais silvestres é considerada crime ambiental, passível de multa e, em alguns casos, prisão. (Ascom/Ibama)
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