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´Censura preventiva´ ameaça mídia brasileira

´Censura preventiva´ ameaça mídia brasileira

Redação / Web Amazônia
Por: Redação / Web Amazônia
23/06/2007 às 10h48 Atualizada em 08/05/2011 às 22h16
Brasil - A ONG Repórteres sem Fronteiras condenou nesta sexta-feira, 22, recentes decisões da Justiça brasileira contra a mídia do País. Foram quatro casos este ano de condenação por "censura preventiva", proibindo a publicação de reportagens. A organização de defesa da liberdade de imprensa afirma que essas decisões judiciais criam "um clima de intimidação e de incitação à autocensura".

Na última quinta-feira, o prefeito de Salvador, João Henrique, obteve decisão favorável proibindo o grupo de comunicação Metrópole - que possui estação de rádio, revista, site e blog - de citar seu nome. A medida foi tomada em uma caricatura do político, publicada na primeira edição da revista do grupo. Foram apreendidos 30 mil exemplares.

Segundo a ONG, o caso é de ordem política, uma vez que o presidente do Metrópole, Mário Kertész, foi prefeito da cidade em duas ocasiões e usa os seus veículos para acertar contas pessoais com o sucessor, seu desafeto.

Em outra decisão, em 15 de junho, a Justiça de São Paulo proibiu o semanário Folha de Vinhedo de publicar entrevista na qual o ex-secretário jurídico do município, Paulo Cabral, incriminava autoridades locais em casos de corrupção. A juíza determinou "censura preventiva" contra o semanário de 1° a 15 de junho deste ano.

Em 4 de março, a juíza Maria Isabel Caponero Cogan determinou a censura de inquérito que deveria ser divulgado pela TV Record. A reportagem acusava Armando Tavares Filho, prefeito de Itaquaquecetuba (São Paulo), de estar implicado em casos de corrupção e enriquecimento ilícito.

Em 9 de fevereiro, a Justiça do Estado de Santa Catarina proibiu o diário Gazeta de Joinville, de publicar qualquer artigo que mencionasse os nomes do prefeito da cidade, Marco Tebaldi, de sua mulher e da ex-miss Brasil, Taiza Thomsen. O jornal, de fato, tinha falado de relacionamento amoroso entre esta última e o político. Além da medida de “censura preventiva”, estabeleceu multa, também preventiva, de cerca de 774 euros por dia.

Estadão
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