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Alcoa e CI-Brasil unem forças na conservação da biodiversidade

Alcoa e CI-Brasil unem forças na conservação da biodiversidade

Redação / Web Amazônia
Por: Redação / Web Amazônia
27/06/2007 às 10h01 Atualizada em 08/05/2011 às 22h16
Nos próximos cinco anos a Alcoa Alumínio S.A., a Fundação Alcoa e a organização ambientalista Conservação Internacional (CI-Brasil) vão colaborar com a implementação de unidades de conservação na Amazônia, um reforço significativo no trabalho do Ministério do Meio Ambiente (MMA) que pretende avançar dos atuais 20 milhões de hectares de áreas protegidas na região para 30 milhões, também nos próximos anos. Esse suporte ocorrerá por meio do "Programa de Apoio à Conservação da Biodiversidade da Amazônia", lançado na manhã do dia 26, no Museu Paraense Emílio Goeldi, em Belém.

O Programa abrange uma das áreas mais ricas em espécies da região, entre os rios Tapajós e Madeira, ao Oeste do Pará e Leste do Amazonas, e representa uma estratégia indicada como sendo a mais eficiente para proteger a biodiversidade e conter o desmatamento em áreas de grande dinâmica social e econômica, segundo muitos estudos de referência.

Na primeira fase do programa, foram selecionadas quatro unidades de conservação como prioritárias para investimentos: Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns, Parque Nacional da Amazônia, Floresta Nacional do Pau Rosa e Floresta Nacional de Amaná.
Essas unidades estão praticamente conectadas entre si e formam o núcleo de um novo Corredor de Biodiversidade na Amazônia, com quase 10 milhões de hectares, distribuídos entre os municípios de Juruti (PA), Maués (AM), Santarém (PA), Aveiro (PA) e Itaituba (PA).

A duração do Programa de Apoio à Conservação da Biodiversidade da Amazônia será de cinco anos, com recursos da ordem de R$ 2 milhões das instituições parceiras. "Acredito que com o apoio de todos, entidades não governamentais, privadas e públicas, podemos criar um corredor ecológico com pelo menos 10 milhões de hectares", contou o vice-presidente de Ciência da CI-Brasil, José Maria Cardoso.

O compromisso em conservar estas áreas vai além dos cinco anos previsto para o programa. A meta é que em 2012, seja criado um fundo de R$ 60 milhões para manter as unidades de conservação. "A Alcoa tem um compromisso com o uso sustentável dos recursos naturais. A implementação efetiva das unidades de conservação, que serão beneficiadas pelo Programa de Conservação, é mais uma das iniciativas que a empresa busca junto à preservação ambiental, indo muito além do que é previsto em Lei", falou Nilson Souza, vice-presidente de Produtos Primários da Alcoa América Latina.

Desenvolvimento sustentável - Segundo Maurício Mercadante, diretor de Áreas Protegidas do Ministério do Meio Ambiente (MMA), a iniciativa lançada pelas duas organizações está de acordo com as diretrizes do Governo, que busca promover o desenvolvimento local e regional com base na conservação e no uso sustentável dos recursos naturais. "Queremos gerar riqueza, emprego e renda. Melhorar a vida das pessoas sem destruir a floresta, mantendo-a em pé e o mais íntegra possível sob o ponto de vista ecológico", afirma.

O diretor do Ministério do Meio Ambiente ressalta que a transformação desse potencial em realidade vai demandar investimentos em planejamento, capacitação, infraestrutura, monitoramento, entre outras atividades, e acredita que esse desafio só será enfrentado com sucesso a partir de uma ação conjunta e integrada entre governo e sociedade. "A iniciativa da Conservação Internacional e da Fundação Alcoa é um passo importante nessa direção e conta com o apoio do MMA", completa.

Por sua vez, Valmir Ortega, secretário de Meio Ambiente do Estado do Pará, afirma que "o Governo do Estado do Pará considera esta iniciativa da Conservação Internacional e da Alcoa como um bom exemplo de como o setor empresarial e o terceiro setor podem se unir visando a contribuir com a conservação da biodiversidade de um dos lugares mais ricos do planeta.
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