Para promotor Alberto Nascimento, da força-tarefa, programa Canal Livre tinha caráter criminoso, além de político e justiceiro
Joana Queiroz
“Franquizinho” disse, ainda, que temia ser morto por Wallace e seu grupo e que, por isso, aceitou, por três meses, patrocinar o programa. O Jornal A CRÍTICA teve acesso à cópia dos depoimentos de “Fraquizinho” e do ex-policial militar Moacir Jorge da Costa, o “Môa”, prestados aos promotores Ronaldo Andrade, Alberto Nascimento Júnior, e aos delegados Antônio Chicre Neto e Maria Cristina Portugal.
“Franquizinho” confirmou sua ligação com o o ex-deputado e de ambos com o tráfico de drogas. Ele afirmou, ainda, que pagou R$ 1,5 mil por cada mês e que deixou de pagar porque passou a ser ameaçado de morte pelo grupo do ex-deputado e pelo suposto grupo criminoso que ele comandaria.
Durante depoimento, o preso revelou ainda que era extorquido por um sargento da Polícia Militar identificado como Maciel e que denunciou o mesmo a Wallace e ao coronel PM Felipe Arce. O traficante disse que o ex-deputado passou a denunciar o policial no Canal Livre, dizendo que Maciel ameaçava pessoas de bem da área do Igarapé do 40, na Zona Sul.Ainda à força-tarefa, “Franquizinho” disse que ficou preso no Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat), em uma cela em frente à cela onde Raphael Souza, filho de Wallace, estava preso, e que via o diretor do presídio Agripino Duarte levar para ele vários bilhetes, sanduíches e refrigerante.
O traficante disse que questionou ao diretor, pois queria ter o mesmo tratamento que Raphael. Segundo ele, Duarte respondeu com uma pergunta: “Tu és filho de deputado?”
“Franquizinho” informou, ainda, que a boca-de-fumo de sua irmã Patrícia Oliveira era abastecida com droga fornecida pelo sargento da Polícia Militar Luís Maia, o “L. Maia”. (A Critica)