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Juruti reforça proteção a crianças e adolescentes

Juruti reforça proteção a crianças e adolescentes

Redação / Web Amazônia
Por: Redação / Web Amazônia
09/11/2009 às 10h40 Atualizada em 08/05/2011 às 22h16
As instituições de Juruti estão reunindo esforços para a elaboração do Plano Municipal de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes. São cerca de 40 ações para oferecer mais segurança a esse público tão vulnerável. O trabalho é conduzido pelo CMDC - Conselho Municipal de Direitos da Criança e Adolescente e pela Childhood Brasil (Instituto WCF-Brasil), entidade promotora dos direitos da criança e do adolescente, que atua em Juruti em parceria com as organizações locais e com o apoio da Alcoa pelo projeto Tecendo a Rede.

Desde Novembro de 2007, quando se iniciaram as primeiras mobilizações, diversos atores sociais têm se reunido para pensar as causas e as formas de combate a esse tipo de violência no município. Entre as medidas propostas estão a criação de um serviço especializado no atendimento às situações de violência doméstica e sexual, a reestruturação do Conselho Tutelar de Juruti, a atenção a crianças e adolescentes fragilizados ou em situação de risco nas localidades rurais e a capacitação de adolescentes multiplicadores para falar sobre o tema de forma clara a outros jovens.

A última mobilização do projeto Tecendo a Rede, realizada em parceria com o Conselho Municipal de Direitos da Criança e Adolescente (CMDCA), reuniu 180 representantes do poder público, de instituições da sociedade civil e da comunidade do município, nos dias 22 e 23 de Outubro, para elaborar as ações do plano.

A psicóloga Jaqueline Magalhães, consultora da Childhood Brasil, diz que os participantes trabalharam agrupados de acordo com eixos de atuação. “Ao final, tivemos um conjunto de ações aprovado em plenária, atendendo às especificidades de Juruti. Foi um trabalho em grupo. Participaram organizações da sociedade civil, como a Pastoral da Criança e Associação de Mulheres; do poder público, representado pelas Secretarias de Assistência Social, Saúde e Educação; e empresas, entre elas a Alcoa que atuou como parceira na mobilização”, comenta a consultora.

Dividido em áreas como Formação Continuada, Prevenção & Atendimento, Defesa & Responsabilização, Controle & Monitoramento, entre outras, o plano poderá direcionar políticas públicas e auxiliar o poder público na tomada de decisões pelo enfrentamento de violência doméstica e sexual. “Em todas as culturas, a família é a principal referência social das pessoas. É a base da saúde, da educação, do amor e da felicidade”, destaca Mariene Barroso, coordenadora local da Pastoral da Criança. “Esse plano vem trazer mais um reforço para que a gente possa enfrentar violências de todos os tipos contra a criança e o adolescente, o que acontece muitas vezes na própria família por falta de orientação”, completa.

“A constituição desse plano é um grande passo, pois a problemática da violência sexual na nossa cidade é bem visível”, afirma Maria da Silva Almeida, da Secretaria Municipal de Assistência Social de Juruti. “As pessoas terão mais consciência de seus deveres e direitos, na prevenção de casos, e também haverá uma consolidação na melhoria do atendimento de crianças e adolescentes”, explica.
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